domingo, 17 de maio de 2009

QUANTO AS LÁGRIMAS

Ela olhou para o mar e chorou
Ele olhou para ela e chorou
Mas as lágrimas não saíam dos seus olhos
Foi um choro seco, um choro sem lágrimas
As lágrimas não saíram dos seus olhos.

Ele tentou pedir a Deus que lhe desse lágrimas
Em vão...
As lágrimas não saíram dos seus olhos.

Ela olhou para o mar e chorou
E viu
Brilhar as espumas do Oceano
Viu
Com os seus olhos o sonho de Deus
E as lágrimas saíram dos seus olhos
Mas ele olhou para ela e chorou
Em vão...
As lágrimas não saíram dos seus olhos.

E ele mais uma vez
Pediu para Deus lágrimas
Nem que fossem amargas e salgadas
Nem que fossem poucas para o seu amor
Em vão...

Ela não estava triste quando viu o mar
Estava feliz por ver toda aquela arte
O azul profundo do mar
A doce melancolia do vento
As minúsculas areias jogadas na praia.

Mas em um determinado momento do tempo...

Ele olhou para ela.
E sentiu
Que apenas poderia vê-la.
Então ele quis chorar.
Mas foi em vão...

Então ele pediu lágrimas a Deus
Em vão...

No entanto
Ele imaginou aquele líquido quente
Descendo nos seus olhos
Um filete se espalhando
Por toda a sua face...

Sentiu o sabor salgado em sua boca.

Algo leve e senil
Então
Branda e
Sublimemente
Levemente
Ele chorou
Chorou com lágrimas agora
De verdade
Viu sua fúria nascer
Viu o mar se revoltar
Viu a beleza da praia
Se transformar
Viu a tempestade do mar
Se aproximar

Ele chorou...

De verdade agora
Ele chorou

Mas

Foi em vão...

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