Bebo água para fortificar os meus ossos
O meu corpo pede, e eu aceito
O odor renasce
A pele muda
Sangro-me mais uma vez
Digo que te amo
Peço-te para que não vá
Mas você possui as leis
E eu sou apenas o réu
Canso-me mais uma vez de ver a árvore
Seca em seus troncos caídos
Então, as vespas se disfarçam
E eu penso em você mais uma vez
O trigo dança com o vento
Seus bagos pesam
E os vejo como homens
Apenas desejo o alimento: o pão
Peço para meu irmão o cigarro
E antes sinto o chão frio
E o meu corpo como um boneco
Livre lá em cima
Faz-se alegre para cantar mais uma vez
Estou tossindo para respirar
E vendo aquele anjo de branco
Que com seus cabelos longos e sua barba
Me faz ainda esperar aqui
Pobre esperança!
Pobre esperança!
Você não me quis ouvir
Talvez fosse melhor para nós
Suas evidencias eram tão fortes
Suas idéias eram tão fortes
Mas não ligue para mim
Apenas queria sua dignidade
Dançando no quarto ainda te vejo
E as pombas voam tranqüilas
Embriagadas com as uvas do cesto
Encantadas com aquela linda manhã
Tão belas quanto você
Mas não chore esta noite!
Não, não vá esta noite!
Pobre esperança!
Hó, pobre esperança!
Todos eles me oferecem o vinho da ignorância
É, estou cego para todos
Sim, ninguém me vê
Mas sei que ainda posso continuar
Então vamos em frente
Você não virá esta noite
Mas ainda te espero
Ainda te espero
Sim, pobre esperança
Pobre e frugal esperança!
domingo, 3 de maio de 2009
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