Que vocês me perdoem
De estar aqui
Neste lugar onde
Sou apenas Baco
No reino de Fausto
Por favor olhem-me
E me vejam na cama
Bebendo cerveja
Dormindo só
Pensando nas ninfas
Beijando acordado
Lá está a corda
Do outro lado o abismo
Em cima o trapezista
Atrás os poetas
Na frente os reis
Em frente os políticos
Afastem de mim esta carne!
Carnificina de inocentes
Onde vocês me vêem
Pobre e senil
Pensando longínquo
Saciando o torpor
Vão embora protestantes!
Pois eu protesto
Sim eu protesto
Ás águas estão em mim
Eu sou um rio gélido e livre
Matei as crianças da guerra
Subjuguei cadelas e vacas
E lá estavam suas mamas
Jorrando sangue político
Como um "pus ingênuo"
De uma infecção profética
Gerada no filho da dor
Que me desculpem as corujas
Eu ainda sou sonhador!
domingo, 3 de maio de 2009
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