segunda-feira, 25 de maio de 2009

A MENTIRA

Agora eu posso ver
Nos dias que se passaram
Toda beleza
Do que antes era triste

Minha alma refinou
A custo de sangue
E meu coração antes pesado
Agora é leve como pluma

E não só vi o passado
Eu o senti também
Testemunhei as deusas irem embora
E meus companheiros desistirem

Vi meus ídolos caírem;
Minhas paixões destroçadas
Buscarem a outros

Eu admito que me senti crucificado
Mas meus cravos eram macios
Eu é que não percebi

Quando olho para trás
E vislumbro os zumbis da juventude
Uma força de luz sai de mim
E todas aquelas crianças amargas
Sorriem delicadamente
Dando-me força
Para seguir o caminho.

Pobre de mim
Agora enxugo minhas mágoas
Com o coração encharcado
Nas páginas breves deste livro

Mas não se preocupem
Nunca esperei veneração
Quem escreve para os outros
Isso o faz para mentir
Tão somente para eles
Como para ele também

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