sexta-feira, 1 de maio de 2009

MEU MÁRMORE

Aqui é a Grécia amada
Surrada pelo desespero
Branca junto a mármores toscos
Ventos que ressoam canções
E orquídeas defloradas por sêmen

Depois sim procurei a rima
E ela estava lá, escondida
Nas pedras lisas da desilusão
Mas era intocável como o ar
E intragável como o vento!

Inalcançável, ela zomba de mim
Ri do meu talento
Humilha minha ignorância
Pois quando vejo aqueles mártires
Sei que eles não morreram em vão
Tiveram talento, talento até para morrer

Me dê o leite cadela
Faça como fez com aqueles homens
Aqueles filhos do ódio que fundaram a cidade
Vilarejo dos anjos e santos da morte

Odores banidos mesclados ao ar

Aonde vi Morpheus fumando cachimbo
Ariane zombando dos pombos
Inocentes jogados ao mar
Poetas sufocados por sons

Sal grosso temperado a seco
Portadores de revistas pagãs
Museus quebrados por penas
Vivencia gerada e rãs
Cremados os corpos dos réus
E
Infelizmente
Que pena
A tarde acabou!

Vai-te mulher agora!
Quero-te longe da minha vida!
Sou o passageiro da luz
E quando encontro a escuridão
Os seios da morte sorriem para mim

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