Se hoje vamos falar sobre Deus
Vamos falar sobre liberdade.
Todos os grilhões que são presos
em nossos braços. Estes grilhões que agora
são compostos de chip e eletrodos, não passam
de cascas que escondem a nossa própria alma.
Um dia um sábio disse que o lar do homem é
a sua mente. Então nestes dias digamos que
os nossos lares são arrombados e as divas
que reinam em nossas mentes são estupradas.
Mas devemos ser "normais", sim "normais"!
Engolir todo lixo que é dado a nós, dizer
amém a um mundo que finge ter sanidade
Mas é insano!
Ora, eu quero a minha própria insanidade.
Quero ser sábio, louco, palhaço e idiota ao mesmo tempo.
Não quero olhar apenas para bunda saltitantes
ou para delírios de poetas menores!
Gostaria de experimentar o manjar dos deuses!
Saber o que significa "a coisa", aquilo ou aquilo outro!
Um grande mestre decorava expressões de loucos e mesmo assim era chamado de louco. Depois nossa raça o chamou de mestre dos mestres, mas e agora, aonde estão os loucos?
Será que estão como eu, sentados na poltrona de um dia chuvoso, espumando de raiva por estar em um povoado de idiotas?
Ou será que estão nos risos e nas chacotas dos "humanos" de verdade que "imprimem"as suas verdades impostas a eles mesmos?
Eu gostaria de sentir mais do que isto tudo. Gostaria que existisse um pouquinho mais de "loucura" neste mundo. Nada de cálculos ou planos de marketing ou de mídia. Nada de "estatísticas corretas e verdadeiras."
Talvez algo insano que um dia foi chamado de arte poderia resolver alguma coisa!
Eu? Eu sou apenas o louco de Erasmo no "Elogio da Loucura" que dizia que seu quadro, o seu pobre e velho quadro, era mais belo que qualquer obra já feita por um grande mestre.
Dedicado a Erasmo de Rotterdam, Da Vinci e Hegel
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