segunda-feira, 4 de maio de 2009

TIRO

Esta poesia é seca como um tiro
Um tiro urbano
Um som forte em meio ao caos
Cinza

Quem é que morre realmente?
Aquele que atira e mata
Ou aquele que leva o tiro e morre?

Quem está vivo de verdade?
Os homens louros de Ferrari
Ou os mendigos cansados da Sé?

Esta poesia é seca como uma pergunta
Um tombo urbano
Um som apagado entre as vilas
Cinzas

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