terça-feira, 5 de maio de 2009

LÁ ESTÁ A GLÓRIA

E um deus apareceu diante de mim
Junto a isso pássaros negros cantavam
E um novo herói comia maçãs
Enquanto aguardava sua amada

De toda esta euforia técnica
A droga vem como uma rapsódia
Abrindo a visão para o sangue
Outrora derramado

Deveras junto ao farol
Milhares de peixes acendem
Esperando o Cristo já morto
Que implora para os seus amigos
Clamando sobre glória e vingança

Se hoje eu te vi como um deus
Quem dera estar bem longe
Para esquecer o meu passado
E fugir para um mundo mais decente e justo

Mas a aurora chega agora
E com ela as luzes dos xamãs
E penso junto com os nativos
Como a floresta é verde
Sim toda ensangüentada
Cheia de panos podres
E o odor daqueles mortos

E lá está aquele pássaro novamente
Negro como um céu noturno
Subestimando a minha glória
E ralhando com o meu sofrer

Se a tempestade continuar
Quero ter abraçar a última vez
E com meus amigos ver o fim
Que chega quieto como ladrão
Mas entorpecente como o álcool dos tolos

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