Estes são cerca de 90% dos poemas que fiz na década de 90 e começo de 2000, eu os chamo de Antiguidades. São poucos na verdade, mas embriões de uma fase de intensa produção poética que foi o ano de 2004 para mim.
Eles seguem a linha de “poemas de desabafo” e eu até poderia intitulá-los de “vômitos”, por que são isso mesmo: regurgitações de alimentos indigestos sugeridos pela época em que eu vivia. É obvio que isso acontece ainda hoje, mas minha resposta através da arte é um pouco mais carregada de lirismo e coerência.
As influências vão do romantismo, modernismo e surrealismo, este último o mais intenso por se tratar de um estado de arte mais coerente ao meu modo de viver e ver as coisas naquela época.
Por isso, se alguém um dia ousar ler estas palavras, verá poemas quase sem sentido como Noé e Homenageio Maçãs porém os considero fortes o suficiente para provar que Duchamp, Breton e Dalí foram expressivos o bastante para marcarem a vida de um pobre suburbano terceiro-mundista brasileiro da década de noventa: eu.
A grande maioria deles não busca um ritmo ou harmonia ordenada, pelo contrário, a falta de ritmo demonstra o pensamento pessimista e masoquista desta fase. Algo que até poetas não muito catedráticos repudiariam.
Acredito que são bons “poemas”ou “vômitos”, mas, para ser sincero, não espero que muitos gostem. Afinal de contas, arte para mim é, antes de tudo, ser sincero comigo mesmo.
Tudo bem, não espero que gostem ou não gostem afinal, apenas torço para que sintam, isso já é o suficiente para me deixar um pouco mais aliviado.
domingo, 3 de maio de 2009
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