E você estava lá
Com os olhos repletos
Daquela água salgada
Que não salga o mar
Mas adocica a alma
E naquele momento
Aonde a força estava em mim
Tentei te congelar
Como uma estátua no vazio
Como uma estátua de gelo
Em cima do mármore que brilha
Porém a ilusão se apagou
E eu vi ao meu lado
Um demônio de olho azul
Seu sorriso era blasfemo
Sua face corada e vermelha
Seus dentes férreos
E o seu semblante tosco
(Dizem que Lúcifer é assim)
E o demônio zombou de mim
Afinal ele tinha algo
Que eu não tinha
Ele tinha seu coração enfim
Pobre coração
Destruído pelo tempo
Amalgamado por amarguras
Dono de uma alma inquieta
Que é devorada nos ventos do amor
Um coração forte
Porém ingenuo
Ele ainda acredita
Na paixão...
Mas esta também me devora
Eu gostaria de medi-la
Traça-la como um matemático
E invocar forças do bem
Para que eu não fosse
Uma triste alma que chora
Há mas se eu pudesse me livrar desta dor!
E ter você comigo assim dançante
Poderia entrelaçar nossos corpos
Saborear o prazer do pecado
Viajar nas deliciosas fantasias
E esquecer a dor que me maltrata...
Maldita dor!
Então seu sorriso seria apenas meu
E o negro véu dos seus cabelos
Acariciaria minha face
E o tormento constante
Iria embora
Pelos menso naquele momento
E minha viajem de luz
Ao seu interior
Seria completa pelo descanso sublime
Mas então que venha a morte!
Que venham os féretros e cantem a canção do mau!
Se tiver que aceitar o martelo
Que ele venha sobre mim
E ataque o meu viver
Se o meu sentir é soberano
Apenas eu posso julgá-lo
Então que falem os loucos agora
Pois o que me abate
Abate aos de carne e osso também
E a vida não é uma estrada em linha reta
E nem um vinho velho e doce
É um caminho de curvas fechadas
É uma bebida revigorante e amarga
Cercada pela escuridão em todos os lados
Despida pelas tochas da fé e da esperança...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
O POEMA IMPERFEITO
Mas quando eu te vejo
E sinto meu corpo pesar
É como se o ar ficasse escasso
Não me iludo
Apesar de o sentir já estar iludido
Não me entristeço
Apesar de meus olhos dizerem o contrário
Se eu fosse me preocupar
Dos sonhos que perdi
Talvez não estaria aqui
E muito menos
Em outro lugar
É que a vida
Ensina coisas
De maneira diferente
Diferente do nosso pensar
Mas como eu dizia
O ar fica preso
Juntamente com o coração
Eu finjo não sentir
Mas a dor vem e inflama
Como uma doce doença
Totalmente inesperada
Mas bem vinda
Amaldiçoadamente
Bem vinda
E eu busco la de cima
O perdão que não mereço
Tento olhar para o céu
E pedir perdão
Para quem?
Para você?
A culpa não é minha
A culpa é sua
Sua sim
Seus cabelos
Seu sorriso
Seu olhar
Mas eu busco la em cima
O meu amor verdadeiro
Será que ele esta lá?
Eu tenho certeza de que ele esta lá.
Mas como dizia
A culpa é sua
De seu corpo
Sua boca
E seu sentir
E aprecio
Com deleite
Quando de repente
Você se aproxima
E,
No seu andar dançante
Faz-me reviver
Os dias da inocência
Por que a vida é severa comigo?
Eu não sei explicar
É como se nos meus caminhos errados
Que eu mesmo tomei
Achei você que era o certo
Mas que se tornou errado
Em virtude dos outros caminhos
Então para mim você é sonho
Que vislumbro forte mesmo
Porém é pesadelo
Que contemplo quando vai
Então eu gostaria
De fechar este canto
Com uma bonita chave de ouro
Mas os dias assim me impedem
Gostaria de invés das letras
Avançar na poesia inconcreta do seu amor
Mas impossível é para mim
Avançar mais que as letras
Elas são divisão que avança
Mas impede ao mesmo tempo
É por isso que tento ser pesado
Busco a palavra certa
Mas existe mesmo palavras certas?
O amor pode ser classificado na matemática do soneto?
Acredito que não, nem em letras e nem em sonhos
Mas nas suas mãos poderia estar a carne que tanto anseio ,e nelas, a macieis da sua pele ecoaria em meu sentir, tornando minha alma mais quente ,porém, menos protegida.
Há mas onde poderia estar você agora? Andando solene em firmes passos em direção ao luar? Ou distribuindo seu afeto de maneira desordenada como uma louca dama machucada pela dor? Eu não sei, mas sei que sinto e isso é tudo nestas letras vãs, tão vãs e espalhadas como uma alma vazia o qual vagueia pelos cantos buscando a ternura que jamais teve.
Pergunto a mim mesmo se os criadores das letras não deveriam colocar no alfabeto uma letra que representasse a dor, a dor do amor, talvez assim todas as cartas e todos os poemas poderiam ser resumidos com uma só letra, e esta seria desenhada com força no papel tendo em os seus desenhistas o terror mórbido de uma dor doentia que clama no peito e faz tristes velhos uivarem de ódio.
E sinto meu corpo pesar
É como se o ar ficasse escasso
Não me iludo
Apesar de o sentir já estar iludido
Não me entristeço
Apesar de meus olhos dizerem o contrário
Se eu fosse me preocupar
Dos sonhos que perdi
Talvez não estaria aqui
E muito menos
Em outro lugar
É que a vida
Ensina coisas
De maneira diferente
Diferente do nosso pensar
Mas como eu dizia
O ar fica preso
Juntamente com o coração
Eu finjo não sentir
Mas a dor vem e inflama
Como uma doce doença
Totalmente inesperada
Mas bem vinda
Amaldiçoadamente
Bem vinda
E eu busco la de cima
O perdão que não mereço
Tento olhar para o céu
E pedir perdão
Para quem?
Para você?
A culpa não é minha
A culpa é sua
Sua sim
Seus cabelos
Seu sorriso
Seu olhar
Mas eu busco la em cima
O meu amor verdadeiro
Será que ele esta lá?
Eu tenho certeza de que ele esta lá.
Mas como dizia
A culpa é sua
De seu corpo
Sua boca
E seu sentir
E aprecio
Com deleite
Quando de repente
Você se aproxima
E,
No seu andar dançante
Faz-me reviver
Os dias da inocência
Por que a vida é severa comigo?
Eu não sei explicar
É como se nos meus caminhos errados
Que eu mesmo tomei
Achei você que era o certo
Mas que se tornou errado
Em virtude dos outros caminhos
Então para mim você é sonho
Que vislumbro forte mesmo
Porém é pesadelo
Que contemplo quando vai
Então eu gostaria
De fechar este canto
Com uma bonita chave de ouro
Mas os dias assim me impedem
Gostaria de invés das letras
Avançar na poesia inconcreta do seu amor
Mas impossível é para mim
Avançar mais que as letras
Elas são divisão que avança
Mas impede ao mesmo tempo
É por isso que tento ser pesado
Busco a palavra certa
Mas existe mesmo palavras certas?
O amor pode ser classificado na matemática do soneto?
Acredito que não, nem em letras e nem em sonhos
Mas nas suas mãos poderia estar a carne que tanto anseio ,e nelas, a macieis da sua pele ecoaria em meu sentir, tornando minha alma mais quente ,porém, menos protegida.
Há mas onde poderia estar você agora? Andando solene em firmes passos em direção ao luar? Ou distribuindo seu afeto de maneira desordenada como uma louca dama machucada pela dor? Eu não sei, mas sei que sinto e isso é tudo nestas letras vãs, tão vãs e espalhadas como uma alma vazia o qual vagueia pelos cantos buscando a ternura que jamais teve.
Pergunto a mim mesmo se os criadores das letras não deveriam colocar no alfabeto uma letra que representasse a dor, a dor do amor, talvez assim todas as cartas e todos os poemas poderiam ser resumidos com uma só letra, e esta seria desenhada com força no papel tendo em os seus desenhistas o terror mórbido de uma dor doentia que clama no peito e faz tristes velhos uivarem de ódio.
ÁRVORES
E assim disse o profeta:
E haverá um dia
E assim vos digo
Que os gigantes adormecidos
Como pedras lentas
Fincadas nas pedras
Irão reviver
E neste dia
Sob uma grande chuva
Aquelas copas verdes
Que ficam além mar
E que ficam aqui
E que outrora um dia
Foram maiores ainda
Irão tomar vida
Vida de movimento
E sob o poderoso trovão
A natureza irá gritar
Liberar seus faunos e demônios
E tirar do concreto o ser que tudo cobiça
E neste dia
Sob chuvas torrenciais
O seres de tronco viverão
E poderão andar
Com suas raízes soltas
Saindo dos seus campos verdes
E realizarem seus sonhos de ódio
Contra o machado de sangue
E entrarão na floresta cinza
Tendo olhos que não deveriam ter
Descumprindo as promessas
Que disseram sobre elas
E dois grandes selos se abrirão
No primeiro
Todos os lugares do mau
Aonde fabricam a coisa mortal
Irão perecer
Aqueles objetos parecidos com serras
E que torturavam os gigantes
Serão destruídos para sempre
E na abertura do segundo selo ira ter um grande clamor:
Olhem! Vejam! Os seres de copas ficaram vivos!
E os seres de copas irão pegar todos os iníquos
Os iníquos que faziam móveis dos gigantes
E os grandes gigantes
Irão fazer objetos, camas, armários, guarda roupas
Dos ossos dos seres pequenos, dos seres de carne
E um grande assombro ira vir sobre a terra
E o bem virá disfarçado de mau
Ai daqueles gananciosos!
Que destroem o tapete verde!
Que destroem as cachoeiras!
Que acabam com os mares!
Grande aflição virá sobre eles!
Seria melhor se não tivessem nascido!
E todo lucro não terá mais nenhum valor!
E todo mau será compensado!
E toda seiva que foi caída, gota por gota, será paga novamente!
Ai daqueles que viverem nestes dias,
Seria melhor se não tivessem nascido!
E quem tiver olho verá
O canto dos pássaros reviver
O som das quedas d´agua voltar
O ar puro e límpido renascer
E a selva de concreto irá se extinguir!
E com ela todos os seres impuros!
Aqueles que agridem a vida
Brincando com a própria natureza
Irão perecer
E somente irá sobrar
Tão belo como nunca
A beleza dos sobrados
Vestidos de folhas
Nas altas campinas
Exibindo imponente
Como riso de meninas
Sua madeira em flor
Não mais morta como antes
Não mais cinzenta como outrora
Mas forte
Pulsante
Como no passado fora
Sua alegria antiga!
E haverá um dia
E assim vos digo
Que os gigantes adormecidos
Como pedras lentas
Fincadas nas pedras
Irão reviver
E neste dia
Sob uma grande chuva
Aquelas copas verdes
Que ficam além mar
E que ficam aqui
E que outrora um dia
Foram maiores ainda
Irão tomar vida
Vida de movimento
E sob o poderoso trovão
A natureza irá gritar
Liberar seus faunos e demônios
E tirar do concreto o ser que tudo cobiça
E neste dia
Sob chuvas torrenciais
O seres de tronco viverão
E poderão andar
Com suas raízes soltas
Saindo dos seus campos verdes
E realizarem seus sonhos de ódio
Contra o machado de sangue
E entrarão na floresta cinza
Tendo olhos que não deveriam ter
Descumprindo as promessas
Que disseram sobre elas
E dois grandes selos se abrirão
No primeiro
Todos os lugares do mau
Aonde fabricam a coisa mortal
Irão perecer
Aqueles objetos parecidos com serras
E que torturavam os gigantes
Serão destruídos para sempre
E na abertura do segundo selo ira ter um grande clamor:
Olhem! Vejam! Os seres de copas ficaram vivos!
E os seres de copas irão pegar todos os iníquos
Os iníquos que faziam móveis dos gigantes
E os grandes gigantes
Irão fazer objetos, camas, armários, guarda roupas
Dos ossos dos seres pequenos, dos seres de carne
E um grande assombro ira vir sobre a terra
E o bem virá disfarçado de mau
Ai daqueles gananciosos!
Que destroem o tapete verde!
Que destroem as cachoeiras!
Que acabam com os mares!
Grande aflição virá sobre eles!
Seria melhor se não tivessem nascido!
E todo lucro não terá mais nenhum valor!
E todo mau será compensado!
E toda seiva que foi caída, gota por gota, será paga novamente!
Ai daqueles que viverem nestes dias,
Seria melhor se não tivessem nascido!
E quem tiver olho verá
O canto dos pássaros reviver
O som das quedas d´agua voltar
O ar puro e límpido renascer
E a selva de concreto irá se extinguir!
E com ela todos os seres impuros!
Aqueles que agridem a vida
Brincando com a própria natureza
Irão perecer
E somente irá sobrar
Tão belo como nunca
A beleza dos sobrados
Vestidos de folhas
Nas altas campinas
Exibindo imponente
Como riso de meninas
Sua madeira em flor
Não mais morta como antes
Não mais cinzenta como outrora
Mas forte
Pulsante
Como no passado fora
Sua alegria antiga!
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Paixões
Quando ele olhou para frente
E sentiu os olhos dela
Pode voar enfim
E clamar pelas dores da paixão
Pois ela é forte
E dilui no peito
Qual fogo brando
Que ilude
E treme
E sangra
De modo que traz
Junto ao seu corpo
Todo pecado enfim
Para fazer voar
E sentir as fantasias
Do vai e vem que dá a vida
Transforma o espaço
E converte a razão
No caos
No caos louco do sonho
Vá, e sinta o calor
Pois quando o homem sente
Eros e Vênus querem brigar
Querem brincar sim
E não trazer o amor enfim
E trazer a alma enfim
E trazer a dor enfim
E sentiu os olhos dela
Pode voar enfim
E clamar pelas dores da paixão
Pois ela é forte
E dilui no peito
Qual fogo brando
Que ilude
E treme
E sangra
De modo que traz
Junto ao seu corpo
Todo pecado enfim
Para fazer voar
E sentir as fantasias
Do vai e vem que dá a vida
Transforma o espaço
E converte a razão
No caos
No caos louco do sonho
Vá, e sinta o calor
Pois quando o homem sente
Eros e Vênus querem brigar
Querem brincar sim
E não trazer o amor enfim
E trazer a alma enfim
E trazer a dor enfim
O dia do Patriarca
E o patriarca recebeu a promessa
O qual foi difícil acreditar
Sua mulher então riu
Pois o galardão prometido
Era grande demais
Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?
Mas assim o Senhor o fez
E Abraão idoso e velho
Pode ter seu filho Isaque
Novo e forte
Fazendo-o também novo e forte
Mas Abraão foi fiel
Pois protegeu os filhos do Senhor
Assim como Ló
Quando os demônios de Sodoma atacaram
Protegeu os varões que ali estavam
Oferecendo até as suas filhas em troca
Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?
Mas Deus confirmou a vitória
Porém um dia pediu a Abraão:
Sacrifique seu filho se confias em mim
E Abrão contristado pegou o cutelo
E levou-o ao monte de Moriá
Porém na ora do sacrifício
Deus impediu o golpe de agir
E um carneiro foi oferecido no lugar
E mais uma vez a promessa se cumpriu
E Isaque pode assim ficar
Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?
E assim a benção se confirmou
Deus multiplicou sua descendência
Como estrelas do céu
E sua promessa e vista ainda hoje
Pois os filhos de Abrão estão entre nós
De muitas formas
Indiretas ou diretas
Mas estão
E isso está na nossa mente
Se tivermos que lembrar as promessas de Deus
É só olhar para o céu
E ver que as estrelas brilham
Sorridentes como os filhos de Abraão
Por mais que desacreditem
“Ele” é a esperança
Por mais que duvidem
“Ele” é fiel aos que creem
Pois peça a Deus a fé de Abraão
E que se multipliquem as bênçãos
Como estrelas do céu
Para todos aqueles
Que ousam acreditar
Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?
O qual foi difícil acreditar
Sua mulher então riu
Pois o galardão prometido
Era grande demais
Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?
Mas assim o Senhor o fez
E Abraão idoso e velho
Pode ter seu filho Isaque
Novo e forte
Fazendo-o também novo e forte
Mas Abraão foi fiel
Pois protegeu os filhos do Senhor
Assim como Ló
Quando os demônios de Sodoma atacaram
Protegeu os varões que ali estavam
Oferecendo até as suas filhas em troca
Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?
Mas Deus confirmou a vitória
Porém um dia pediu a Abraão:
Sacrifique seu filho se confias em mim
E Abrão contristado pegou o cutelo
E levou-o ao monte de Moriá
Porém na ora do sacrifício
Deus impediu o golpe de agir
E um carneiro foi oferecido no lugar
E mais uma vez a promessa se cumpriu
E Isaque pode assim ficar
Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?
E assim a benção se confirmou
Deus multiplicou sua descendência
Como estrelas do céu
E sua promessa e vista ainda hoje
Pois os filhos de Abrão estão entre nós
De muitas formas
Indiretas ou diretas
Mas estão
E isso está na nossa mente
Se tivermos que lembrar as promessas de Deus
É só olhar para o céu
E ver que as estrelas brilham
Sorridentes como os filhos de Abraão
Por mais que desacreditem
“Ele” é a esperança
Por mais que duvidem
“Ele” é fiel aos que creem
Pois peça a Deus a fé de Abraão
E que se multipliquem as bênçãos
Como estrelas do céu
Para todos aqueles
Que ousam acreditar
Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?
EU SOU O QUE SOU
Eu sou o primeiro raio do sol
Eu sou a estrela da manhã
Eu sou o sorriso da criança
E a medida das coisas
Eu estou nos olhos dos pobres
E na luz da face fresca
Estou no céu, nas nuvens, nas montanhas
Eu sou a força do alpinista
Quando a mulher faz a renda
Eu estou junto dela
Quando as parcas tecem a lã
Eu estou junto delas
Eu sou a esperança
Quando não há mais saída
Estou na perseverança
Do fraco trabalhador
No pão seco e duro
Nas folhas catadas
Dos restos de feira
Nas vidas jogadas
Que existem por aí
Nos homens ditos loucos
Desacreditados por todos
Nas mulheres desagregadas
Jogadas ao relento
Eu sou o verdadeiro raio de sol
Que ilumina aqueles que acreditam
Sou a água da tempestade
Sou o sonho do jovem junto a diva
Eu só a fé
Que destrói os joelhos virgens
Corrompo a ciência
Espalhando minhas crenças
Trago loucura aos entendidos
Faço explicarem o que não podem explicar
E assim os envergonho
Com minha simplicidade de ser
Eu sou o verdadeiro arquiteto
O maior palácio não é nada
Comparado a um pétala de rosa
O maior avião
Nem se compara a beleza do meu beija flor
Eu estou naqueles que acreditam
Nos que dizem desacreditados
Nos que são ignorados
Naqueles que são humilhados
Eu sou a verdadeira justiça
Meu martelo é o maior de todos
Não se corrompe com o dinheiro
E ensina de verdade as coisas
Eu sou o primeiro raio de sol
Sou o que sou
Sou a força no que está sendo assaltado
Estou junto ao doente
Mesmo ele não sabendo
Estou nos funerais
Chorando as vidas desperdiçadas
Estou nas lágrimas da mãe
Que se desespera no filho
Mas acima de tudo
Sou o conforto dos que acreditam em mim
Sou a luz dos que estão nas prisão
A força do jovem fraco
A inspiração do poeta errante
A certeza do sol amanhã
Eu vejo as crianças nas ruas
As bombas jogadas por acaso nas casas
As mentiras dos jornais e da tv
Vejo as tendências dos doutores
Suas arrogâncias e seus credos tão certos
Eu sou o riso do homem simples
O qual vê mundo
Da maneira singela que deve ser
E se você realmente acreditar nestas palavras siga-me , meu amigo e companheiro. Meu nome é Jesus, me chamam de outros nomes, me supõe vidas o qual não tive, corrompem os outros distorcendo minhas palavras mas sou tão simples, muito mais do que você possa imaginar e preciso, sempre, de mais um amigo no meu lar. Quer vir comigo? Então só faça apenas uma coisa: acredite em mim, e veja que sou mais poderoso que qualquer jornalista, perito cientifico, doutor, filósofo, publicitário e outros, eu sou....o que sou.
Eu sou a estrela da manhã
Eu sou o sorriso da criança
E a medida das coisas
Eu estou nos olhos dos pobres
E na luz da face fresca
Estou no céu, nas nuvens, nas montanhas
Eu sou a força do alpinista
Quando a mulher faz a renda
Eu estou junto dela
Quando as parcas tecem a lã
Eu estou junto delas
Eu sou a esperança
Quando não há mais saída
Estou na perseverança
Do fraco trabalhador
No pão seco e duro
Nas folhas catadas
Dos restos de feira
Nas vidas jogadas
Que existem por aí
Nos homens ditos loucos
Desacreditados por todos
Nas mulheres desagregadas
Jogadas ao relento
Eu sou o verdadeiro raio de sol
Que ilumina aqueles que acreditam
Sou a água da tempestade
Sou o sonho do jovem junto a diva
Eu só a fé
Que destrói os joelhos virgens
Corrompo a ciência
Espalhando minhas crenças
Trago loucura aos entendidos
Faço explicarem o que não podem explicar
E assim os envergonho
Com minha simplicidade de ser
Eu sou o verdadeiro arquiteto
O maior palácio não é nada
Comparado a um pétala de rosa
O maior avião
Nem se compara a beleza do meu beija flor
Eu estou naqueles que acreditam
Nos que dizem desacreditados
Nos que são ignorados
Naqueles que são humilhados
Eu sou a verdadeira justiça
Meu martelo é o maior de todos
Não se corrompe com o dinheiro
E ensina de verdade as coisas
Eu sou o primeiro raio de sol
Sou o que sou
Sou a força no que está sendo assaltado
Estou junto ao doente
Mesmo ele não sabendo
Estou nos funerais
Chorando as vidas desperdiçadas
Estou nas lágrimas da mãe
Que se desespera no filho
Mas acima de tudo
Sou o conforto dos que acreditam em mim
Sou a luz dos que estão nas prisão
A força do jovem fraco
A inspiração do poeta errante
A certeza do sol amanhã
Eu vejo as crianças nas ruas
As bombas jogadas por acaso nas casas
As mentiras dos jornais e da tv
Vejo as tendências dos doutores
Suas arrogâncias e seus credos tão certos
Eu sou o riso do homem simples
O qual vê mundo
Da maneira singela que deve ser
E se você realmente acreditar nestas palavras siga-me , meu amigo e companheiro. Meu nome é Jesus, me chamam de outros nomes, me supõe vidas o qual não tive, corrompem os outros distorcendo minhas palavras mas sou tão simples, muito mais do que você possa imaginar e preciso, sempre, de mais um amigo no meu lar. Quer vir comigo? Então só faça apenas uma coisa: acredite em mim, e veja que sou mais poderoso que qualquer jornalista, perito cientifico, doutor, filósofo, publicitário e outros, eu sou....o que sou.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
DENTRO DE CASA
O senhor do vento passou aqui
E me disse para falar das flores
Das pétalas que caem
E exalam cheiro de dor
Cheiro de semente
E de algas
Dona Maria passou por aqui
Disse que seu filho chorava
Que não queria mais chorar
Que não queria mas sofrer
Pobre dona Maria
João do violão passou por aqui
Cantou músicas pobres
Disse que não era podre
E que uma luz brilhava em seu peito
Jõao do violão tinha uma filha
Morpheus passou por aqui
Disse-me para sonhar
Sonhei com cobras
Sonhei com aranhas
Vi úteros desabrocharem
E sorrirem diante dos gritos de horror
Das mães
Meu avô passou para aqui
Disse-me para parar
Que a corda é o equilíbrio
Que se agitar
Provoca dor
Meu vô tem razão
Ele sempre teve razão
Meu pai passou por aqui
Disse-me para pular
Que lá embaixo não tinha nada
Apenas frutas maduras e abacaxis
Papai, você sempre mentiu para mim
Por que devo acreditar agora?
E me disse para falar das flores
Das pétalas que caem
E exalam cheiro de dor
Cheiro de semente
E de algas
Dona Maria passou por aqui
Disse que seu filho chorava
Que não queria mais chorar
Que não queria mas sofrer
Pobre dona Maria
João do violão passou por aqui
Cantou músicas pobres
Disse que não era podre
E que uma luz brilhava em seu peito
Jõao do violão tinha uma filha
Morpheus passou por aqui
Disse-me para sonhar
Sonhei com cobras
Sonhei com aranhas
Vi úteros desabrocharem
E sorrirem diante dos gritos de horror
Das mães
Meu avô passou para aqui
Disse-me para parar
Que a corda é o equilíbrio
Que se agitar
Provoca dor
Meu vô tem razão
Ele sempre teve razão
Meu pai passou por aqui
Disse-me para pular
Que lá embaixo não tinha nada
Apenas frutas maduras e abacaxis
Papai, você sempre mentiu para mim
Por que devo acreditar agora?
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
FÉ
Você olha para os lados
E vê aqueles que te impedem
De fazer
O que deve ser feito
Muitos tentam te destruir
E nesta destruição
Assaltam os seus sonhos
Igualzinho ao que fazem na TV
Eu gostaria de acreditar
Nas garotas de anúncios de outdoor
Ser mesmo feliz
Tomando Coca-Cola
Mas a minha natureza é mais forte do que isso
Nada me impede
De buscar a minha luz
Por mais que vocês tentem dizer o contrário
Eu não uso sapatos italianos
E meu terno é velho da década de 70
Vocês querem saber da minha conta bancária
Mas meu verdadeiro banco está dentro do meu peito
Mas, pasmem, não é dinheiro que vocês irão encontrar lá
Os meus verdadeiros juros estão nos meus sonhos
E lá eles correm altos,
Sem medo da inflação
Eu quero ser livre
Mas não livre da liberdade que oprime
Eu quero pensar a minha verdade
E ser a minha verdade
Eu não sou instrumento de pesquisa
Não pertenço a nenhuma estatística
Que vá para o inferno este negócio de: "Público Alvo"
E não sou alvo de vocês
Vocês é que são o meu alvo
Eu quero ser livre
Para sonhar a minha vida não imposta
Eu não preciso da sua grana
Nem das suas mulheres
Muito menos dos seus carros
Eu preciso apenas da minha paz
E esta eu consigo
Execrando seus pontos de vista
Deus é forte em mim
Ele me diz para continuar a sonhar
Ele me diz que a fé não está nos supermercados
Que a perseverança não se vende via Internet
E que a esperança não é vendida "em liquidação com três novos sabores".
Se vocês acreditam no sonho de Darwin
O problema é de vocês
Se vocês acreditam nos sonhos de Nietchze
O problema é de vocês
Se vocês acreditam em apenas pedras e fósseis
O problema é de vocês
Mas não venham tomar a minha verdade
Ela não foi fabricada para se tornar absoluta entre vocês
E nem pode
Ela é loucura para quem se diz muito sábio
Mas é assim que sigo minha vida
Olhando para luz que vem do alto
Desconfiando dos teus medos e das tuas verdades
Acreditando em algo singelo que me torna livre: Fé.
E vê aqueles que te impedem
De fazer
O que deve ser feito
Muitos tentam te destruir
E nesta destruição
Assaltam os seus sonhos
Igualzinho ao que fazem na TV
Eu gostaria de acreditar
Nas garotas de anúncios de outdoor
Ser mesmo feliz
Tomando Coca-Cola
Mas a minha natureza é mais forte do que isso
Nada me impede
De buscar a minha luz
Por mais que vocês tentem dizer o contrário
Eu não uso sapatos italianos
E meu terno é velho da década de 70
Vocês querem saber da minha conta bancária
Mas meu verdadeiro banco está dentro do meu peito
Mas, pasmem, não é dinheiro que vocês irão encontrar lá
Os meus verdadeiros juros estão nos meus sonhos
E lá eles correm altos,
Sem medo da inflação
Eu quero ser livre
Mas não livre da liberdade que oprime
Eu quero pensar a minha verdade
E ser a minha verdade
Eu não sou instrumento de pesquisa
Não pertenço a nenhuma estatística
Que vá para o inferno este negócio de: "Público Alvo"
E não sou alvo de vocês
Vocês é que são o meu alvo
Eu quero ser livre
Para sonhar a minha vida não imposta
Eu não preciso da sua grana
Nem das suas mulheres
Muito menos dos seus carros
Eu preciso apenas da minha paz
E esta eu consigo
Execrando seus pontos de vista
Deus é forte em mim
Ele me diz para continuar a sonhar
Ele me diz que a fé não está nos supermercados
Que a perseverança não se vende via Internet
E que a esperança não é vendida "em liquidação com três novos sabores".
Se vocês acreditam no sonho de Darwin
O problema é de vocês
Se vocês acreditam nos sonhos de Nietchze
O problema é de vocês
Se vocês acreditam em apenas pedras e fósseis
O problema é de vocês
Mas não venham tomar a minha verdade
Ela não foi fabricada para se tornar absoluta entre vocês
E nem pode
Ela é loucura para quem se diz muito sábio
Mas é assim que sigo minha vida
Olhando para luz que vem do alto
Desconfiando dos teus medos e das tuas verdades
Acreditando em algo singelo que me torna livre: Fé.
A BENÇÃO BRANCA (para minha filha Bianca)
Difícil é traduzir
O sentir em um poema
É como descrever
O invisível
Nas tardes que vejo
O sol bater na janela
Sinto que me iludir faz bem
Sinto que os sonhos
São mais reais
Ver você aqui é bom
Nesta casa onde tudo era pálido
Sua brancura trouxe felicidade
E os raios do sol
E das estrelas
Tornaram-se mais coloridos
E menos destrutivos
Trazendo muito mais que a verdade em seus olhos
É por isso que quando você sorri
Eu saio deste mundo
E tento imaginar
Que meus dias de criança foram assim
É por isso que quando eu te olho
E vejo o brilho da inocência
Me transformo pequeno
E as cores
Se destacam cada vez mais
Tudo é um grande contraste
Todo o "ver"
Se transforma em prazer e gozo
E é no seu sono
Que encontro minha paz
Viajando em mim mesmo
Buscando os lugares tranquilos
Os quais tive outrora
Então assim é você
Minha Benção Branca
Um pedaço de mim
Que de tão fraco
Me torna forte
Uma força alegre
Que me torna fraco...
O sentir em um poema
É como descrever
O invisível
Nas tardes que vejo
O sol bater na janela
Sinto que me iludir faz bem
Sinto que os sonhos
São mais reais
Ver você aqui é bom
Nesta casa onde tudo era pálido
Sua brancura trouxe felicidade
E os raios do sol
E das estrelas
Tornaram-se mais coloridos
E menos destrutivos
Trazendo muito mais que a verdade em seus olhos
É por isso que quando você sorri
Eu saio deste mundo
E tento imaginar
Que meus dias de criança foram assim
É por isso que quando eu te olho
E vejo o brilho da inocência
Me transformo pequeno
E as cores
Se destacam cada vez mais
Tudo é um grande contraste
Todo o "ver"
Se transforma em prazer e gozo
E é no seu sono
Que encontro minha paz
Viajando em mim mesmo
Buscando os lugares tranquilos
Os quais tive outrora
Então assim é você
Minha Benção Branca
Um pedaço de mim
Que de tão fraco
Me torna forte
Uma força alegre
Que me torna fraco...
domingo, 29 de novembro de 2009
CINCO
PARTE I
Ela sim é um sonho o qual eu não posso tocar
Nesta vida de proibições esta é a proibição mais doída
Mais proibida
Redundantemente mais proibida
São olhos que não posso ver
Uma pele que não posso tocar
Um sentido que não posso sentir
Quem me dera que sua alma me desejasse
Talvez assim eu poderia me tornar um sonho
Talvez assim eu poderia me tornar eu mesmo
Mas é perigoso ser você mesmo
Aqui, neste mundo, isto é demoníaco
Ela me chama, ou melhor...
Sua chama me chama, não ela...
Ela chama a outros, outras chamas
E minha chama fica só
O meu chamar fica só
Tênue como um corisco
Gostaria de ser um Júpiter
Tão belamente esculpido por um Michelangelo
Mas, meus músculos são atrofiados
E minha pele é branca transparente
Não tenho força...
Não tenho dotes...
Não tenho terras...
Não tenho carros...
Sou apenas um ser que tenta pensar
Em um mundo onde se pensar é pesaroso
Difícil para mim é tentar fazê-lo
É como se todos nós fossemos proibidos
Proibidos de ousar pensar...
PARTE II
Mas o meu amor é real
Eu posso tocá-lo
Eu posso senti-lo
O meu amor é algo do qual lutei
É um amor verdadeiro
No amor verdadeiro doam-se as roupas
Sem se arrepender
O meu amor é sereno
Tão castamente sereno que me faz sentir humano
Me faz sentir natural
Uma natureza mentirosa para muitos
Uma verdade soberana para mim
O amor de verdade não é perfeito
Ele te libera e ao mesmo tempo te castra
Ele prende o seu sentir para um sentir mais honrado
Ele troca o vinho de Baco pelo néctar dos deuses
O amor não é humano
O amor provém do homem para ele não ser homem
O amor condiciona as SUAS verdades
Para que as nossas verdades não sejam verdades
Mas sim devaneios, devaneios de animais loucos
O meu amor é só meu
É tragédia para muitos
É poesia para alguns
É morte para mim
É vida ao mesmo tempo
PARTE III
Quando o fruto do meu amor chegar
Nele poderei encontrar algo de mim
Talvez seja verdade mesmo
Talvez a força que temos não vem de nós
Mas daqueles ao qual concebemos
A vida é assim
Você vive junto com outra vidas
Você vive para criar outras vidas
Pra que estas vidas possam viver
Com outras vidas e assim
Dar seguimento a vida
Quando "ela'" chegar
(E espero que isso aconteça)
Gostaria que ela não visse este mundo
Assim como eu o vejo
Gostaria que "ela'" pudesse tomar o seu café da manhã tranquilamente
Ir para o trabalho sem nenhum desespero
Sonhar com amores de maneira adocicada
Almoçar tranquilamente enfim...
Ser uma pessoa comum...
Mas será que é verdade?
Será que todos a minha volta são comuns?
Ser comum então é seguir tranquilamente a vida?
Eu não sou comum, eu brinco de ser comum...
Neste cotidiano eu finjo ser comum
Não levo a sério este negócio de ser comum
Talvez é isso que eu queira nela
Que ela seja adulta assim como não sou
Que ela leve a sério o que eu acho brincadeira
Quando "ela'" chegar
(E espero que isso aconteça)
Vou lhe mostrar o que o poeta falou sobre o "Giz"
Vou tentar ser um criança como "ela'"
Uma criança que ainda finjo ser
PARTE IV
Todos nós lutamos por dinheiro
Temos oito horas de teatro por dia
Fingimos ser amigos dos inimigos
Fingimos ser inimigos daqueles que...
Poderiam ser nossos amigos
Na fábrica você é forçado a ser
Um homem sério
Você faz aquilo que te mandam fazer
Para depois "nos dias de não escravidão"
Você mandar os outros fazerem
Aquilo que eles não querem fazer
Você corre lado a lado com seu amigo
Mas não quer que ele te ultrapasse
E se ele cair?
Não importa, você ainda está correndo
E se ele te der uma rasteira?
Ele é um maldito mas aguarde...
Sua hora irá chegar!
Assim é o mundo
PARTE V
Oh Jeová!
Oh Sócrates!
Oh Platão!
Oh Aristóteles!
Oh Sêneca!
Oh Aquino!
Oh Morus!
Oh Erasmo!
Oh Descartes!
Oh Newton!
Oh Nietzsche!
Oh Marx!
Oh Wittgenstein!
Oh Foucault!
Oh dores do mundo!
Todos você tiveram um parto e deram partes destes partos para mim. E agora para onde vou partir? O que eu quero realmente procurar sendo que sei que vocês não encontraram o que procuravam?
Eu reflito sobre a vida
E vejo nela um reflexo
Um espelho de coisas já vividas
Vidas que são diferentes
E ao mesmo tempo iguais
Sou apenas mais um ser cumprindo um ciclo
Assim todos foram...
Que me adianta a fama?
Que me adianta ser o melhor?
Se não posso viver mais cem anos!
Gostaria de ser um paria
Que vive nos guetos
Nas condições mais imundas
Mas que pudesse viver mais cinquenta anos
Ou talvez mais vinte e cinco
Se pudéssemos barganhar com Deus
Eu vejo um futuro de filhos marcados
Globalizados e ultrajados
Involuntários sangrados, rejeitados e humilhados
Donos de uma nação sem dono
Inocentemente estuprados as oito e as dez nas suas salas
Globalizados
Engolindo fatos inventados
Comprando sonhos simulados
Dissimulados
Engolindo a verdadeira arte com enfado
Afogados
Gostando do que é fraco, retardado
Vivendo a vida de outros
Massacrados
É quixotesco ser um poeta!
Mais ridículo ainda um poeta semi-analfabeto!
Porque ser um poeta eu um mundo sem poesia?
A eletricidade matou a poesia
A tecnologia matou a poesia
Ser poeta hoje em dia é dançar com o fracasso!
Mas como é bom ser fracassado!
Como é bom ver a música nas flores
E a arte nas palavras
Como é bom saber ser diferente
Como é bom não lutar por dinheiro
Como é bom não se sentir "o melhor" por ter uma Mercedez -BENS estacionada na garagem
Como é bom não usar TNG
Com é bom não ter aquela loira da Playboy
Como é bom não tomar Blue Label
Como é bom andar na contra mão do que "eles" nos impõe
E dizem que é o modo de vida certo
Então esta é a sociedade?
A verdadeira verdade é ter uma mansão?
Ter uma Ferrari, beber Coca-Cola e sair com a nova playmate do mês?
Então é só isso que vocês me oferecem?
Ha, mas então eu fico com os meus sonhos
Porque tenho certeza que são tão irreais
Quanto os teus!
Então eu sigo esta vereda
Até Deus me colocar um ponto final
Como colocarei minha poesia
E tenho certeza
Que quando as minhas mortalhas forem colocadas
Elas não mostrarão nem um terço do que fui
Tenho certeza
Que o meu semblante de morte
Não mostrará nem uma vírgula
Desta Vida-Poema que agora vivo
Então eu sigo meu caminho
Sigo como um poeta
Pois todo poeta tem uma ferida eterna
Que tenta curar com as suas palavras
Todo poeta é uma viúva
Que chora pelo seu marido
Que é este mundo perdido
Todo poeta é uma criança indefesa
Vulnerável a todas as dores
Suas únicas forças estão nas palavras
Força fraca para todos
Fraca força para ele
Então aqui está minha fraqueza
Nestas palavras parcas de um português ruim
Nestes gritos pequenos que não serão ouvidos por ninguém
Mas aqui também está a minha força
A força que no passado mudou o mundo
E hoje só pode mudar a mim
Apenas a mim
Ela sim é um sonho o qual eu não posso tocar
Nesta vida de proibições esta é a proibição mais doída
Mais proibida
Redundantemente mais proibida
São olhos que não posso ver
Uma pele que não posso tocar
Um sentido que não posso sentir
Quem me dera que sua alma me desejasse
Talvez assim eu poderia me tornar um sonho
Talvez assim eu poderia me tornar eu mesmo
Mas é perigoso ser você mesmo
Aqui, neste mundo, isto é demoníaco
Ela me chama, ou melhor...
Sua chama me chama, não ela...
Ela chama a outros, outras chamas
E minha chama fica só
O meu chamar fica só
Tênue como um corisco
Gostaria de ser um Júpiter
Tão belamente esculpido por um Michelangelo
Mas, meus músculos são atrofiados
E minha pele é branca transparente
Não tenho força...
Não tenho dotes...
Não tenho terras...
Não tenho carros...
Sou apenas um ser que tenta pensar
Em um mundo onde se pensar é pesaroso
Difícil para mim é tentar fazê-lo
É como se todos nós fossemos proibidos
Proibidos de ousar pensar...
PARTE II
Mas o meu amor é real
Eu posso tocá-lo
Eu posso senti-lo
O meu amor é algo do qual lutei
É um amor verdadeiro
No amor verdadeiro doam-se as roupas
Sem se arrepender
O meu amor é sereno
Tão castamente sereno que me faz sentir humano
Me faz sentir natural
Uma natureza mentirosa para muitos
Uma verdade soberana para mim
O amor de verdade não é perfeito
Ele te libera e ao mesmo tempo te castra
Ele prende o seu sentir para um sentir mais honrado
Ele troca o vinho de Baco pelo néctar dos deuses
O amor não é humano
O amor provém do homem para ele não ser homem
O amor condiciona as SUAS verdades
Para que as nossas verdades não sejam verdades
Mas sim devaneios, devaneios de animais loucos
O meu amor é só meu
É tragédia para muitos
É poesia para alguns
É morte para mim
É vida ao mesmo tempo
PARTE III
Quando o fruto do meu amor chegar
Nele poderei encontrar algo de mim
Talvez seja verdade mesmo
Talvez a força que temos não vem de nós
Mas daqueles ao qual concebemos
A vida é assim
Você vive junto com outra vidas
Você vive para criar outras vidas
Pra que estas vidas possam viver
Com outras vidas e assim
Dar seguimento a vida
Quando "ela'" chegar
(E espero que isso aconteça)
Gostaria que ela não visse este mundo
Assim como eu o vejo
Gostaria que "ela'" pudesse tomar o seu café da manhã tranquilamente
Ir para o trabalho sem nenhum desespero
Sonhar com amores de maneira adocicada
Almoçar tranquilamente enfim...
Ser uma pessoa comum...
Mas será que é verdade?
Será que todos a minha volta são comuns?
Ser comum então é seguir tranquilamente a vida?
Eu não sou comum, eu brinco de ser comum...
Neste cotidiano eu finjo ser comum
Não levo a sério este negócio de ser comum
Talvez é isso que eu queira nela
Que ela seja adulta assim como não sou
Que ela leve a sério o que eu acho brincadeira
Quando "ela'" chegar
(E espero que isso aconteça)
Vou lhe mostrar o que o poeta falou sobre o "Giz"
Vou tentar ser um criança como "ela'"
Uma criança que ainda finjo ser
PARTE IV
Todos nós lutamos por dinheiro
Temos oito horas de teatro por dia
Fingimos ser amigos dos inimigos
Fingimos ser inimigos daqueles que...
Poderiam ser nossos amigos
Na fábrica você é forçado a ser
Um homem sério
Você faz aquilo que te mandam fazer
Para depois "nos dias de não escravidão"
Você mandar os outros fazerem
Aquilo que eles não querem fazer
Você corre lado a lado com seu amigo
Mas não quer que ele te ultrapasse
E se ele cair?
Não importa, você ainda está correndo
E se ele te der uma rasteira?
Ele é um maldito mas aguarde...
Sua hora irá chegar!
Assim é o mundo
PARTE V
Oh Jeová!
Oh Sócrates!
Oh Platão!
Oh Aristóteles!
Oh Sêneca!
Oh Aquino!
Oh Morus!
Oh Erasmo!
Oh Descartes!
Oh Newton!
Oh Nietzsche!
Oh Marx!
Oh Wittgenstein!
Oh Foucault!
Oh dores do mundo!
Todos você tiveram um parto e deram partes destes partos para mim. E agora para onde vou partir? O que eu quero realmente procurar sendo que sei que vocês não encontraram o que procuravam?
Eu reflito sobre a vida
E vejo nela um reflexo
Um espelho de coisas já vividas
Vidas que são diferentes
E ao mesmo tempo iguais
Sou apenas mais um ser cumprindo um ciclo
Assim todos foram...
Que me adianta a fama?
Que me adianta ser o melhor?
Se não posso viver mais cem anos!
Gostaria de ser um paria
Que vive nos guetos
Nas condições mais imundas
Mas que pudesse viver mais cinquenta anos
Ou talvez mais vinte e cinco
Se pudéssemos barganhar com Deus
Eu vejo um futuro de filhos marcados
Globalizados e ultrajados
Involuntários sangrados, rejeitados e humilhados
Donos de uma nação sem dono
Inocentemente estuprados as oito e as dez nas suas salas
Globalizados
Engolindo fatos inventados
Comprando sonhos simulados
Dissimulados
Engolindo a verdadeira arte com enfado
Afogados
Gostando do que é fraco, retardado
Vivendo a vida de outros
Massacrados
É quixotesco ser um poeta!
Mais ridículo ainda um poeta semi-analfabeto!
Porque ser um poeta eu um mundo sem poesia?
A eletricidade matou a poesia
A tecnologia matou a poesia
Ser poeta hoje em dia é dançar com o fracasso!
Mas como é bom ser fracassado!
Como é bom ver a música nas flores
E a arte nas palavras
Como é bom saber ser diferente
Como é bom não lutar por dinheiro
Como é bom não se sentir "o melhor" por ter uma Mercedez -BENS estacionada na garagem
Como é bom não usar TNG
Com é bom não ter aquela loira da Playboy
Como é bom não tomar Blue Label
Como é bom andar na contra mão do que "eles" nos impõe
E dizem que é o modo de vida certo
Então esta é a sociedade?
A verdadeira verdade é ter uma mansão?
Ter uma Ferrari, beber Coca-Cola e sair com a nova playmate do mês?
Então é só isso que vocês me oferecem?
Ha, mas então eu fico com os meus sonhos
Porque tenho certeza que são tão irreais
Quanto os teus!
Então eu sigo esta vereda
Até Deus me colocar um ponto final
Como colocarei minha poesia
E tenho certeza
Que quando as minhas mortalhas forem colocadas
Elas não mostrarão nem um terço do que fui
Tenho certeza
Que o meu semblante de morte
Não mostrará nem uma vírgula
Desta Vida-Poema que agora vivo
Então eu sigo meu caminho
Sigo como um poeta
Pois todo poeta tem uma ferida eterna
Que tenta curar com as suas palavras
Todo poeta é uma viúva
Que chora pelo seu marido
Que é este mundo perdido
Todo poeta é uma criança indefesa
Vulnerável a todas as dores
Suas únicas forças estão nas palavras
Força fraca para todos
Fraca força para ele
Então aqui está minha fraqueza
Nestas palavras parcas de um português ruim
Nestes gritos pequenos que não serão ouvidos por ninguém
Mas aqui também está a minha força
A força que no passado mudou o mundo
E hoje só pode mudar a mim
Apenas a mim
ÔNIBUS NEGREIRO
Oh! Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
E veja
Dentro daquela caixa
As senhoras de pé
Os senhores de pé
E os garotos sentados
Note
Os humanos apertados
Junto com seus sonhos
Agora apertados
Imóveis, loucos...risonhos
Repare
O transpirar de sangue
As vozes impacientes
Uma barca de Dante
Os olhos carentes
Oh! Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
E veja
Nestas curvas fechadas
Os trabalhadores a ruir
Motoristas de almas marcadas
Como um leão prestes a rugir
Note
A criança com pneumonia
Sem saúde, sem nenhum plano
Que vive hoje com sua tia
Pois sua mãe está em desengano
Repare
Nas mãos daqueles pais
Calejadas de torturas
Possuidores de muitos ais
Almas cortadas por ranhuras
É aqui que deveria parar meu poema
Oh Deus!
Oh Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Um povo sofrido de ser ver
Vida atribulada como o chacoalhar do Ônibus
As donzelas enganadas
Os garotos sofridos
Que buscam nos finais de semana
Os espíritos se lavarem
No sêmen do esquecimento
Na viagem da cocaína
Mas não são deles
Esta viagem
A viagem do ônibus é sombria
Ela caminha para o deus da Obrigação
Que hoje é tão bem servido
Como o Deus original
Oh Deus dos desgraçados!
Sorria agora
Com seu riso de ternura
Para os pobres miseráveis
Que cantam pedindo pão
Para aqueles que ficam sentados
Mas assim os meus pensamentos voam longe
Cercados de planos e desenganos
Eu também luto na vida
E junto com eles eu estou
E assim meus versos são profanos
Pois ninguém enxerga o que está a sua volta
Então muito menos estas palavras
Mas assim será meu canto. Longe de querer ser ouvido, sei bem que nada, nada do que se diz será cumprido. Meus irmãos estarão sempre no Ônibus Negreiro. Com seus sonhos e com suas ilusões. Preocupados com as bundas dos finais de semana. E se esquecendo ou fingindo esquecer das desilusões.
Oh Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Eu busco qualquer miragem
Dentro da minha imagem
Que é gerada no meu pensar
Tento enganar a minha carne
Que agora chora em busca do sublime
Mas eu finjo-me de surdo
E me esqueço das minhas razões
E assim são meus versos
Livres e caótico
"Na voz de um "pensador""
Que ousa pensar
Em um lugar aonde isso é proibido
Não na forma feudal
Com donzelas de ferro e feridas
Mas na forma corriqueira
Das zombarias...foragidas
Eu não vou fugir do desengano
Pois os ataques me fizeram forte
Devemos antes de tudo agradecer
A aqueles que nos atacam
Pois o beijo da donzela apenas amansa a carne
Más o chicote do carrasco
Traz força a carne
Que não é calejada
Marcada
Descorada
E também é experiente
Não mente
E transforma a mente
E ônibus segue para a montanha
E o sol brilha no porvir
Transformando aquele momento único
Na verdadeira consumação da vida
Não parece
Mas lá também ela deve ser vivida
Peço desculpas por estes versos tolos e desconexos
Mas também devemos pedir desculpas a vida?
Não, devemos agradece-la
Até no ônibus
Onde não parece, mas o momento é vivido também
Então
Veja
Note
Repare
Oh Deus dos desgraçados!
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
E veja
Dentro daquela caixa
As senhoras de pé
Os senhores de pé
E os garotos sentados
Note
Os humanos apertados
Junto com seus sonhos
Agora apertados
Imóveis, loucos...risonhos
Repare
O transpirar de sangue
As vozes impacientes
Uma barca de Dante
Os olhos carentes
Oh! Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
E veja
Nestas curvas fechadas
Os trabalhadores a ruir
Motoristas de almas marcadas
Como um leão prestes a rugir
Note
A criança com pneumonia
Sem saúde, sem nenhum plano
Que vive hoje com sua tia
Pois sua mãe está em desengano
Repare
Nas mãos daqueles pais
Calejadas de torturas
Possuidores de muitos ais
Almas cortadas por ranhuras
É aqui que deveria parar meu poema
Oh Deus!
Oh Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Um povo sofrido de ser ver
Vida atribulada como o chacoalhar do Ônibus
As donzelas enganadas
Os garotos sofridos
Que buscam nos finais de semana
Os espíritos se lavarem
No sêmen do esquecimento
Na viagem da cocaína
Mas não são deles
Esta viagem
A viagem do ônibus é sombria
Ela caminha para o deus da Obrigação
Que hoje é tão bem servido
Como o Deus original
Oh Deus dos desgraçados!
Sorria agora
Com seu riso de ternura
Para os pobres miseráveis
Que cantam pedindo pão
Para aqueles que ficam sentados
Mas assim os meus pensamentos voam longe
Cercados de planos e desenganos
Eu também luto na vida
E junto com eles eu estou
E assim meus versos são profanos
Pois ninguém enxerga o que está a sua volta
Então muito menos estas palavras
Mas assim será meu canto. Longe de querer ser ouvido, sei bem que nada, nada do que se diz será cumprido. Meus irmãos estarão sempre no Ônibus Negreiro. Com seus sonhos e com suas ilusões. Preocupados com as bundas dos finais de semana. E se esquecendo ou fingindo esquecer das desilusões.
Oh Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Eu busco qualquer miragem
Dentro da minha imagem
Que é gerada no meu pensar
Tento enganar a minha carne
Que agora chora em busca do sublime
Mas eu finjo-me de surdo
E me esqueço das minhas razões
E assim são meus versos
Livres e caótico
"Na voz de um "pensador""
Que ousa pensar
Em um lugar aonde isso é proibido
Não na forma feudal
Com donzelas de ferro e feridas
Mas na forma corriqueira
Das zombarias...foragidas
Eu não vou fugir do desengano
Pois os ataques me fizeram forte
Devemos antes de tudo agradecer
A aqueles que nos atacam
Pois o beijo da donzela apenas amansa a carne
Más o chicote do carrasco
Traz força a carne
Que não é calejada
Marcada
Descorada
E também é experiente
Não mente
E transforma a mente
E ônibus segue para a montanha
E o sol brilha no porvir
Transformando aquele momento único
Na verdadeira consumação da vida
Não parece
Mas lá também ela deve ser vivida
Peço desculpas por estes versos tolos e desconexos
Mas também devemos pedir desculpas a vida?
Não, devemos agradece-la
Até no ônibus
Onde não parece, mas o momento é vivido também
Então
Veja
Note
Repare
Oh Deus dos desgraçados!
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
OLHOS AZUIS
Nasci filho de brancos e caboclos
Em meu sangue a alma grita
A respeito de um passado distante
Intranquilo
Porém errante
E assim me fiz garoto
Brincando nas casas de tijolo velho
Vendo o meu leite
Sendo misturado com o álcool da insensatez
Tentei ser de bem
Mas matava insetos
Destruía passarinhos
Batia em amiguinhos
E me desviava das chuvas...
Dos pinguinhos
Minha mãe colocava o prato na mesa
E as escondidas ia chorar
Era arroz com ovo
Para mim algo difícil de gostar
Pois as porradas do meu pai
Ela tinha de suportar
Daí eu vi então aquela menininha
De olhos azuis e tranquilos
Olhava para o nada... o vazio
Eu olhava para ela querendo me completar
Ela quis se completar com o outro
Eu tinha seis anos apenas
E na escola os números me matavam
Aos poucos me encerravam
Eu tentava em vão me desviar
E depois destes dias
Sentia que a matemática iria me matar
Mas aos doze anos
Um velho me ensinou
Em Deus confiar
E depois destes dias
Eu sigo eterno a cantar
E pelas ruas viajar
Questionar
E chorar
Há mas onde estão aqueles olhos azuis?
Aquele semblante calmo e confiante
Ele me falou do fim do mundo
E do final do homem
Mas também falou do amor de Deus
Que a Ele consome
E aprendi a ter medo
Mas ter a coragem em mim
Dada pelo ser divino
Que através do racional
Me levou para glória
E aqueles olhos azuis fitavam novamente para mim
Em forma de menina mulher
Carregando o pecado consigo
Fazendo que no futuro
Eu sentisse saudade de mim
Olhos azuis
Que me fizeram esquecer da vida
Ao qual eu fugi
Deixei-a caída, sofrida
Mas eu sofri também
Cortei parte da minha vida
E até abandonei a minha alma
Que até hoje não é outra
Há mas eu queria conhecer os céus
E busquei isto nas palavras de livros
E me esquecia de tudo
Dos ovos não comidos
Dos cabelos dourados negados
Que desejava serem esquecidos
E conheci um poeta
Que me disse o que era céu e mar
Aonde ficava o A e o B
E a Deus ousei questionar
Mostrou-me também o horizonte
As nuvens distantes
Que eu nunca ousara ver
E eu olhei para cima
De verdade
Pela primeira vez para cima
Mas aí o amor chegou com asas ligeiras. Veio com um rosto sereno de mulher. Com cor parda porém branca. Pois branca era sua alma. Alva, mas também carregava o magma dos deuses. E o meu vulcão quis entrar em erupção. E assim o amor me levou para o céu.
E com rosto de mulher
Minha vida se fez
Experimentei o pecado
E nada, nada ele fez
Pelo contrário
De rosto colado
Minha solidão se desfez
E foi assim que "Colombo descobriu a América".
E meu amor se tornou forte
Além de qualquer razão
Não uni só carne
Uni alma também
Abandonei pai, mãe, avô, irmão
E segui em frente
Sem medo de ninguém
Mas aí chegou a morte
E quis barganhar minha vida
Que eu achei de muito sofrida
Quis abandoná-la
Sim, minha vida
E a morte quis me calar
O medo me domou
Tomou
De mim o que não tinha
-"Você errou" - disse ele
A morte eu não tinha
E minha coragem ela levou
E assim minha alma ficou fria
Sozinha
E os céus se fecharam
E toda poesia morreu
Abandonei a vida
Todo horizonte se perdeu
Não tinha mais o que fazer
Disseram para mim:
-"Você foi alguém que não viveu."
Mas eu lutei
E a morte assim enfrentei
Cortei o dragão
Com punhais pequenos
E suas labaredas eram grandes
Mas o futuro assim fitei
Não, não me entreguei
E na luta com eu mesmo
Me tornei eu mesmo
Não, não entreguei minha vida a esmo
E a morte foi embora
Com o seu cortejo
E estou aqui mesmo. Nestes versos errados e as vezes acertados. Uma vida que conseguiu encontrar a luz. Meus poemas são assim. As vezes sem versos, as vezes com versos. Mas se você não entende, saiba que a vida é tão desconexa quanto este poema. É imprevisível. Não é planejada. Ela é jogada ao nada, faz parte de você fazer com que ela se transforme em tudo.
E aqui eu tenho uma visão
e profeta poeta
Eu vi a poesia morrer
E a arte se desfazer
Vi canhões de laser
Invadirem a solidão do céu profundo
Vi um povo grande
Dominar um outro menor
Vias as pessoas serem jogadas
Que nem zumbis ao solo
Vi as crianças chorarem
Sem pais
E sem país
Vi o horizonte se desfazer
Nossos filhos serem escarrados
Diante de poderosos sem coração
Que transformarão este mundo
Em total alucinação
Eu vi Deus morrer na escuridão
Vi o Soberano ser morto por todos
Vi o amor ser desfazer
E a tecnologia chegar ao coração
O deixando, infelizmente
Eletrônico
Mas assim sigo a vida
Poeta, profeta, desconexo
Tentando achar nisso tudo
Algum nexo
Mas não se preocupe
Com este meu transe
Siga sua vida
Viva, transe
Vamos nos esquecer dos outros
Afinal de contas
O nosso umbigo é mais bonito não?
Eu quero um mundo sem ideologias
Quero que o pão seja dado
Sem que por trás dele haja teorias
Quem tem fome
Não tem como pensar
Ele não sabe como chegou ali
Só quer sua natureza
Saciar
Mas aqui acaba meu transe
Sem chave de ouro
Sem rima
Apenas tentando achar lógica no meu questionar
Então sonhe amiga e amigo meu
Pois o dia de amanhã ninguém sabe
E se um dia isto tudo acontecer,
Sua própria alma conseguirá encarar?
Em meu sangue a alma grita
A respeito de um passado distante
Intranquilo
Porém errante
E assim me fiz garoto
Brincando nas casas de tijolo velho
Vendo o meu leite
Sendo misturado com o álcool da insensatez
Tentei ser de bem
Mas matava insetos
Destruía passarinhos
Batia em amiguinhos
E me desviava das chuvas...
Dos pinguinhos
Minha mãe colocava o prato na mesa
E as escondidas ia chorar
Era arroz com ovo
Para mim algo difícil de gostar
Pois as porradas do meu pai
Ela tinha de suportar
Daí eu vi então aquela menininha
De olhos azuis e tranquilos
Olhava para o nada... o vazio
Eu olhava para ela querendo me completar
Ela quis se completar com o outro
Eu tinha seis anos apenas
E na escola os números me matavam
Aos poucos me encerravam
Eu tentava em vão me desviar
E depois destes dias
Sentia que a matemática iria me matar
Mas aos doze anos
Um velho me ensinou
Em Deus confiar
E depois destes dias
Eu sigo eterno a cantar
E pelas ruas viajar
Questionar
E chorar
Há mas onde estão aqueles olhos azuis?
Aquele semblante calmo e confiante
Ele me falou do fim do mundo
E do final do homem
Mas também falou do amor de Deus
Que a Ele consome
E aprendi a ter medo
Mas ter a coragem em mim
Dada pelo ser divino
Que através do racional
Me levou para glória
E aqueles olhos azuis fitavam novamente para mim
Em forma de menina mulher
Carregando o pecado consigo
Fazendo que no futuro
Eu sentisse saudade de mim
Olhos azuis
Que me fizeram esquecer da vida
Ao qual eu fugi
Deixei-a caída, sofrida
Mas eu sofri também
Cortei parte da minha vida
E até abandonei a minha alma
Que até hoje não é outra
Há mas eu queria conhecer os céus
E busquei isto nas palavras de livros
E me esquecia de tudo
Dos ovos não comidos
Dos cabelos dourados negados
Que desejava serem esquecidos
E conheci um poeta
Que me disse o que era céu e mar
Aonde ficava o A e o B
E a Deus ousei questionar
Mostrou-me também o horizonte
As nuvens distantes
Que eu nunca ousara ver
E eu olhei para cima
De verdade
Pela primeira vez para cima
Mas aí o amor chegou com asas ligeiras. Veio com um rosto sereno de mulher. Com cor parda porém branca. Pois branca era sua alma. Alva, mas também carregava o magma dos deuses. E o meu vulcão quis entrar em erupção. E assim o amor me levou para o céu.
E com rosto de mulher
Minha vida se fez
Experimentei o pecado
E nada, nada ele fez
Pelo contrário
De rosto colado
Minha solidão se desfez
E foi assim que "Colombo descobriu a América".
E meu amor se tornou forte
Além de qualquer razão
Não uni só carne
Uni alma também
Abandonei pai, mãe, avô, irmão
E segui em frente
Sem medo de ninguém
Mas aí chegou a morte
E quis barganhar minha vida
Que eu achei de muito sofrida
Quis abandoná-la
Sim, minha vida
E a morte quis me calar
O medo me domou
Tomou
De mim o que não tinha
-"Você errou" - disse ele
A morte eu não tinha
E minha coragem ela levou
E assim minha alma ficou fria
Sozinha
E os céus se fecharam
E toda poesia morreu
Abandonei a vida
Todo horizonte se perdeu
Não tinha mais o que fazer
Disseram para mim:
-"Você foi alguém que não viveu."
Mas eu lutei
E a morte assim enfrentei
Cortei o dragão
Com punhais pequenos
E suas labaredas eram grandes
Mas o futuro assim fitei
Não, não me entreguei
E na luta com eu mesmo
Me tornei eu mesmo
Não, não entreguei minha vida a esmo
E a morte foi embora
Com o seu cortejo
E estou aqui mesmo. Nestes versos errados e as vezes acertados. Uma vida que conseguiu encontrar a luz. Meus poemas são assim. As vezes sem versos, as vezes com versos. Mas se você não entende, saiba que a vida é tão desconexa quanto este poema. É imprevisível. Não é planejada. Ela é jogada ao nada, faz parte de você fazer com que ela se transforme em tudo.
E aqui eu tenho uma visão
e profeta poeta
Eu vi a poesia morrer
E a arte se desfazer
Vi canhões de laser
Invadirem a solidão do céu profundo
Vi um povo grande
Dominar um outro menor
Vias as pessoas serem jogadas
Que nem zumbis ao solo
Vi as crianças chorarem
Sem pais
E sem país
Vi o horizonte se desfazer
Nossos filhos serem escarrados
Diante de poderosos sem coração
Que transformarão este mundo
Em total alucinação
Eu vi Deus morrer na escuridão
Vi o Soberano ser morto por todos
Vi o amor ser desfazer
E a tecnologia chegar ao coração
O deixando, infelizmente
Eletrônico
Mas assim sigo a vida
Poeta, profeta, desconexo
Tentando achar nisso tudo
Algum nexo
Mas não se preocupe
Com este meu transe
Siga sua vida
Viva, transe
Vamos nos esquecer dos outros
Afinal de contas
O nosso umbigo é mais bonito não?
Eu quero um mundo sem ideologias
Quero que o pão seja dado
Sem que por trás dele haja teorias
Quem tem fome
Não tem como pensar
Ele não sabe como chegou ali
Só quer sua natureza
Saciar
Mas aqui acaba meu transe
Sem chave de ouro
Sem rima
Apenas tentando achar lógica no meu questionar
Então sonhe amiga e amigo meu
Pois o dia de amanhã ninguém sabe
E se um dia isto tudo acontecer,
Sua própria alma conseguirá encarar?
domingo, 8 de novembro de 2009
DOR
Eu escrevo apenas o que sinto
Palavras desconexas cercadas de dor
Um punhal no coração
Um tiro na alma
Uma facada com fel
Uma marca no olho
Um golpe de cruz
Um arremesso no peito
Uma batida emotiva
Uma flechada de luz
Minha dor não é simulada
Eu tento traduzi-la nas minhas canções
É dor que grita no peito
Mas não como um pássaro
E sim como uma besta sonhadora...
Palavras desconexas cercadas de dor
Um punhal no coração
Um tiro na alma
Uma facada com fel
Uma marca no olho
Um golpe de cruz
Um arremesso no peito
Uma batida emotiva
Uma flechada de luz
Minha dor não é simulada
Eu tento traduzi-la nas minhas canções
É dor que grita no peito
Mas não como um pássaro
E sim como uma besta sonhadora...
O CENTRO
E você anda na cidade
Passando pelos grandes e velhos viadutos
Olhando as pessoas que andam
Vendo os camelôs
Os mendigos
E as prostitutas
Que, haja visto, são mulheres também
Belas, bonitas em suas belezas
Em seus corpos
Os pequenos homens
Se divertem nas
Humildes fantasias
Divertidos
Em cervejas
Amendoins
E afins
O centro é diversão total!
Coxas de mulheres direitas também:
-Sexo só depois do casamento.
Para mãe
-Sexo só depois do primeiro beijo.
Para elas
O centro é diversão total!
E temos sim vários acrobatas
Distraindo os que passam
Artistas que enganam
Enquanto outros
Batem as carteiras
Tem também cantores
Cantoras, músicos mirins
E afins
O centro é diversão total!
Sucos de graviola nas esquinas
Refrescos de pó nos quarteirões
Tem também churrasco grego
Cachorro quente, Hot-Dog e Dogão
Há sim, tem também Dog Prensado
Delícia!
O centro é diversão total!
Restaurantes finos
Mas tem comida pra pobre também!
Tem pastel de um real!
Delícia!
O centro é diversão total!
Tem cinema
Que passa "movies of the hollywood"
As guerras vencidas do tio Sam
Espertinho!
Mas tem também filme erótico
Tem sim sinhô!
E tem também stripers
Hó as stripers!
Delícia!
O centro é diversão total!
Tem ônibus bão também
Joga fumaça na galera
Mas motorista é educado:
Para menina de mini-saia atravessar a rua
Sem contar que é genial:
Deixa senhora bonita descer pela frente
E passa por cima do velhinho que deu sinal
-Ora, mas isso é hora de velho saí!?
-Velho tem que marcar hora com médico dispois do horário de pico!
-Ora essa!
Que legal!
Delícia!
O centro é diversão total!
Passando pelos grandes e velhos viadutos
Olhando as pessoas que andam
Vendo os camelôs
Os mendigos
E as prostitutas
Que, haja visto, são mulheres também
Belas, bonitas em suas belezas
Em seus corpos
Os pequenos homens
Se divertem nas
Humildes fantasias
Divertidos
Em cervejas
Amendoins
E afins
O centro é diversão total!
Coxas de mulheres direitas também:
-Sexo só depois do casamento.
Para mãe
-Sexo só depois do primeiro beijo.
Para elas
O centro é diversão total!
E temos sim vários acrobatas
Distraindo os que passam
Artistas que enganam
Enquanto outros
Batem as carteiras
Tem também cantores
Cantoras, músicos mirins
E afins
O centro é diversão total!
Sucos de graviola nas esquinas
Refrescos de pó nos quarteirões
Tem também churrasco grego
Cachorro quente, Hot-Dog e Dogão
Há sim, tem também Dog Prensado
Delícia!
O centro é diversão total!
Restaurantes finos
Mas tem comida pra pobre também!
Tem pastel de um real!
Delícia!
O centro é diversão total!
Tem cinema
Que passa "movies of the hollywood"
As guerras vencidas do tio Sam
Espertinho!
Mas tem também filme erótico
Tem sim sinhô!
E tem também stripers
Hó as stripers!
Delícia!
O centro é diversão total!
Tem ônibus bão também
Joga fumaça na galera
Mas motorista é educado:
Para menina de mini-saia atravessar a rua
Sem contar que é genial:
Deixa senhora bonita descer pela frente
E passa por cima do velhinho que deu sinal
-Ora, mas isso é hora de velho saí!?
-Velho tem que marcar hora com médico dispois do horário de pico!
-Ora essa!
Que legal!
Delícia!
O centro é diversão total!
A PROFECIA
E este poema é dedicado a todos aqueles fracos que são fortes neste mundo louco. A todo este "povo-gado" que sobrevive na guerra civil do maior dominando o menor.
E assim disse o poeta profeta:
Eu vejo um povo machucado
Desnorteado do seu saber
"Inginorante" com respeito a sua força
Eu vislumbro um povo caído
Alimentando-se de água suja e pão
Rendendo-se a uma nação poderosa e destruidora
Eu vejo crianças mortas
Jogadas ao chão
Querendo de qualquer forma
Um pai
Que talvez tenha morrido
Em uma chacina em São Paulo
Eu vislumbro o caos no sol
O coração de irmãos ser escravizado
O coração de outros ser domado
Eu vejo o amor ser corrompido
Nas damas da noite da TV
Invertendo os valores da vida
Eu vislumbro mulheres grávidas
Sem ninguém
Procurando um amor
Que não existe
Mas o amor está neles
Alucinando-os
Gerando as crias da desilusão
Mas o amor é doce
Quando dele se bebe
Amargando-se apenas no final
Mas eles são livres
Em seus sonhos de riso fácil
E se alegram por pouco
Pois pouco é o que tem
Mas eu vislumbro dias de luz
O primeiro sinal será como luzes de fogo
E irá queimar todos os tubarões gigantes
Eu vejo uma luz sair deste povo
Que irá corromper o "incorruptível"
Assassinando
Destroçando
Cortando
Amargando
Surpreso?
Fazem isso com você hoje e você nem percebe?
E saiba, farão com suas filhas também
Eu sonho que a igualdade irá chegar
Mas vinda com um cavalo branco
Cheio de sangue
Pois o único preço da liberdade é o sangue
Sangue vermelho escarlate
Que corre nas veias do explorado
Que sofre de escarlatina
E o seu nervo ... desatina:
"Olhe lá meu amigo, piscinas!"
São todos tão lindos...
"Aquela loira ... ferina!"
E a sua alma patina
É como um touro
E um bêbado
Que irá morrer
Na surdina
É meu "povo-gado"...
Não é a doença que acaba com os hospitais
É a conivência, esta sim nos transforma
Em fáceis mortais
Portanto é assim que eu escrevo. Alucinado como este mundo. Aquele que tem olhos verá. Não, não os olhos de verdade que estão no crânio, mas sim os que estão no coração.
Mil vivas a esta nação desesperada
Repleta de rostos bonitos
Onde cada dia
A esperança resplandece
Em berços esplendidos
E em brados retumbantes
De corações que pulsantes
Desejam carícias distantes!
E assim disse o poeta profeta:
Eu vejo um povo machucado
Desnorteado do seu saber
"Inginorante" com respeito a sua força
Eu vislumbro um povo caído
Alimentando-se de água suja e pão
Rendendo-se a uma nação poderosa e destruidora
Eu vejo crianças mortas
Jogadas ao chão
Querendo de qualquer forma
Um pai
Que talvez tenha morrido
Em uma chacina em São Paulo
Eu vislumbro o caos no sol
O coração de irmãos ser escravizado
O coração de outros ser domado
Eu vejo o amor ser corrompido
Nas damas da noite da TV
Invertendo os valores da vida
Eu vislumbro mulheres grávidas
Sem ninguém
Procurando um amor
Que não existe
Mas o amor está neles
Alucinando-os
Gerando as crias da desilusão
Mas o amor é doce
Quando dele se bebe
Amargando-se apenas no final
Mas eles são livres
Em seus sonhos de riso fácil
E se alegram por pouco
Pois pouco é o que tem
Mas eu vislumbro dias de luz
O primeiro sinal será como luzes de fogo
E irá queimar todos os tubarões gigantes
Eu vejo uma luz sair deste povo
Que irá corromper o "incorruptível"
Assassinando
Destroçando
Cortando
Amargando
Surpreso?
Fazem isso com você hoje e você nem percebe?
E saiba, farão com suas filhas também
Eu sonho que a igualdade irá chegar
Mas vinda com um cavalo branco
Cheio de sangue
Pois o único preço da liberdade é o sangue
Sangue vermelho escarlate
Que corre nas veias do explorado
Que sofre de escarlatina
E o seu nervo ... desatina:
"Olhe lá meu amigo, piscinas!"
São todos tão lindos...
"Aquela loira ... ferina!"
E a sua alma patina
É como um touro
E um bêbado
Que irá morrer
Na surdina
É meu "povo-gado"...
Não é a doença que acaba com os hospitais
É a conivência, esta sim nos transforma
Em fáceis mortais
Portanto é assim que eu escrevo. Alucinado como este mundo. Aquele que tem olhos verá. Não, não os olhos de verdade que estão no crânio, mas sim os que estão no coração.
Mil vivas a esta nação desesperada
Repleta de rostos bonitos
Onde cada dia
A esperança resplandece
Em berços esplendidos
E em brados retumbantes
De corações que pulsantes
Desejam carícias distantes!
SEMENTE
Me desculpe se não falei de amor
É que meu amor não é direto no poema
Ele está entre as palavras
Entre as linhas
Peço desculpas se minhas palavras são afiadas
Serrilhadas
Destroçadas
É que o amor aqui demonstrado
É amor revolucionário
Não amor de quarto
Egoísta em seu próprio sofrimento
É amor expansivo para todos
Condecoro-me poeta do caos
Para colocar a desordem nos poemas
E demonstrar que esta vida é eternamente desordenada
Uma desordem lírica que se transforma em arte
Uma desordem caótica que a transforma em ordem
Me desculpe pelas palavras toscas
Pela má poesia
E pela revolta
É que eu vislumbro todo este contexto
Como uma obra prima
Algo que só é corrompido
Pela "pobreza humana"
Mas os livros são minhas escopetas
E Kafka, Morus e Morison
Minhas munições
Os meus tiros são dados com palavras
Mas não são tiros de chumbo
São tiros de "verdade" que amargam a mente
Mais do que isto
São sementes que não mentem
Não dizem somente que o céu é azul
Dizem que manchamos veementemente este céu de vermelho
E é assim
Que tão somente
Escrevo
É que meu amor não é direto no poema
Ele está entre as palavras
Entre as linhas
Peço desculpas se minhas palavras são afiadas
Serrilhadas
Destroçadas
É que o amor aqui demonstrado
É amor revolucionário
Não amor de quarto
Egoísta em seu próprio sofrimento
É amor expansivo para todos
Condecoro-me poeta do caos
Para colocar a desordem nos poemas
E demonstrar que esta vida é eternamente desordenada
Uma desordem lírica que se transforma em arte
Uma desordem caótica que a transforma em ordem
Me desculpe pelas palavras toscas
Pela má poesia
E pela revolta
É que eu vislumbro todo este contexto
Como uma obra prima
Algo que só é corrompido
Pela "pobreza humana"
Mas os livros são minhas escopetas
E Kafka, Morus e Morison
Minhas munições
Os meus tiros são dados com palavras
Mas não são tiros de chumbo
São tiros de "verdade" que amargam a mente
Mais do que isto
São sementes que não mentem
Não dizem somente que o céu é azul
Dizem que manchamos veementemente este céu de vermelho
E é assim
Que tão somente
Escrevo
segunda-feira, 25 de maio de 2009
GÊNESE
Do nada ele fez o tudo que virou a luz fiat lux para todas as criaturas que no céu sangrento temeram um deus alucinado que castigava com ódio as fêmeas e a colheita
E do nada ele fez o céu
Firmamento este que se tornou infinito
E trouxe medo as pequenas criaturas que
Ajoelhadas buscaram pedras para o louvar
Sobre os seus raios pré-potentes
Fez surgir a luz
E astros luminosos em redor
Para que no futuro
O fogo fosse consumido
Juntamente com Prometeu
E as estrelas
Potentes em sua glória
Causariam medo a quem ousasse ver
E um estrondo arranhou o Universo
Transformando bolas de fogo
Em bolas de terra
Terra
E do coração dos planetas
Fez as chamas bradarem
E buscarem algo para consumirem
E de uma pequena parte de seu dedo
Um pequeno planeta azul ele fez
Jurando para si mesmo que ia amá-lo
E do solo saíram as bestas
O qual destrutivas
Espalharam o caos da carnificina
E o sangue jorrou pela primeira vez no jovem planeta
Mas Ele
Triste e só
Buscou companhia de seu ventre
E saíram os príncipes luminosos
Que logo iriam incendiar o planeta azul
Como querubins e belzebus
E dentre estes um ousou desafiá-lo
Mas Ele quis se completar ainda mais
E fez a carne de um ser febril
Que selvagem
Gritou de dor ao saber
Que morreria
E todos temiam os céus tétricos
Que se formavam
Uma mescla de vermelho rubi
Com laranja cor de terror
E as cabanas se formavam
Buscando a fuga dos destroços
Das tempestades
E os joelhos se esfarrapavam
Ainda mais nas preces sem sentido
Para um Deus grandioso
Mas Ele mesmo amou a todos
E talvez esta seja sua tristeza
Porque quando a chuva cinza cai
Muitos profetas dizem que tem gosto
De lágrimas de sangue
E com a roda do tempo
Cavalga-se o destino
Que abençoa a existência
Com os seus quatro cavaleiros
Assim todos os príncipes de branco
Bradaram em júbilo
A respeito da arte viva
Que pulsante
Ainda hoje causa espanto
Mas triste ele está sozinho esperando a hora chegar e será quando ele poderá sugar os gênios que fizeram a história mortal e fatal das tumbas do tempo
E do nada ele fez o céu
Firmamento este que se tornou infinito
E trouxe medo as pequenas criaturas que
Ajoelhadas buscaram pedras para o louvar
Sobre os seus raios pré-potentes
Fez surgir a luz
E astros luminosos em redor
Para que no futuro
O fogo fosse consumido
Juntamente com Prometeu
E as estrelas
Potentes em sua glória
Causariam medo a quem ousasse ver
E um estrondo arranhou o Universo
Transformando bolas de fogo
Em bolas de terra
Terra
E do coração dos planetas
Fez as chamas bradarem
E buscarem algo para consumirem
E de uma pequena parte de seu dedo
Um pequeno planeta azul ele fez
Jurando para si mesmo que ia amá-lo
E do solo saíram as bestas
O qual destrutivas
Espalharam o caos da carnificina
E o sangue jorrou pela primeira vez no jovem planeta
Mas Ele
Triste e só
Buscou companhia de seu ventre
E saíram os príncipes luminosos
Que logo iriam incendiar o planeta azul
Como querubins e belzebus
E dentre estes um ousou desafiá-lo
Mas Ele quis se completar ainda mais
E fez a carne de um ser febril
Que selvagem
Gritou de dor ao saber
Que morreria
E todos temiam os céus tétricos
Que se formavam
Uma mescla de vermelho rubi
Com laranja cor de terror
E as cabanas se formavam
Buscando a fuga dos destroços
Das tempestades
E os joelhos se esfarrapavam
Ainda mais nas preces sem sentido
Para um Deus grandioso
Mas Ele mesmo amou a todos
E talvez esta seja sua tristeza
Porque quando a chuva cinza cai
Muitos profetas dizem que tem gosto
De lágrimas de sangue
E com a roda do tempo
Cavalga-se o destino
Que abençoa a existência
Com os seus quatro cavaleiros
Assim todos os príncipes de branco
Bradaram em júbilo
A respeito da arte viva
Que pulsante
Ainda hoje causa espanto
Mas triste ele está sozinho esperando a hora chegar e será quando ele poderá sugar os gênios que fizeram a história mortal e fatal das tumbas do tempo
A MENTIRA
Agora eu posso ver
Nos dias que se passaram
Toda beleza
Do que antes era triste
Minha alma refinou
A custo de sangue
E meu coração antes pesado
Agora é leve como pluma
E não só vi o passado
Eu o senti também
Testemunhei as deusas irem embora
E meus companheiros desistirem
Vi meus ídolos caírem;
Minhas paixões destroçadas
Buscarem a outros
Eu admito que me senti crucificado
Mas meus cravos eram macios
Eu é que não percebi
Quando olho para trás
E vislumbro os zumbis da juventude
Uma força de luz sai de mim
E todas aquelas crianças amargas
Sorriem delicadamente
Dando-me força
Para seguir o caminho.
Pobre de mim
Agora enxugo minhas mágoas
Com o coração encharcado
Nas páginas breves deste livro
Mas não se preocupem
Nunca esperei veneração
Quem escreve para os outros
Isso o faz para mentir
Tão somente para eles
Como para ele também
Nos dias que se passaram
Toda beleza
Do que antes era triste
Minha alma refinou
A custo de sangue
E meu coração antes pesado
Agora é leve como pluma
E não só vi o passado
Eu o senti também
Testemunhei as deusas irem embora
E meus companheiros desistirem
Vi meus ídolos caírem;
Minhas paixões destroçadas
Buscarem a outros
Eu admito que me senti crucificado
Mas meus cravos eram macios
Eu é que não percebi
Quando olho para trás
E vislumbro os zumbis da juventude
Uma força de luz sai de mim
E todas aquelas crianças amargas
Sorriem delicadamente
Dando-me força
Para seguir o caminho.
Pobre de mim
Agora enxugo minhas mágoas
Com o coração encharcado
Nas páginas breves deste livro
Mas não se preocupem
Nunca esperei veneração
Quem escreve para os outros
Isso o faz para mentir
Tão somente para eles
Como para ele também
terça-feira, 19 de maio de 2009
O LEGADO
Carregamos um legado dentro de nós;
Algo que irá se esvair
Somos hoje a última geração daqueles que sonham através de palavras,
O qual escritas a caneta demonstram as canções tristes dos poetas.
Logo mais o som dos teclados
(Desculpe "Mãe América"a palavra certa seria keyboard não?)
Irão abafar os artistas.
Entregando um futuro mais prático,
E menos lírico a todos.
Os que restarão serão apenas párias de um mundo esquecido.
A vida não passa de uma ditadura,
A vontade de viver nos é imposta.
Mas esta é a única ditadura
A qual eu não condeno.
Se cabe a mim ser poeta
Isso já me basta.
Pois o único a me ouvir
Serei eu mesmo.
Então assim sigo meu caminho.
Açoitado pela TV e
Crucificado em meu PC
Que o mundo ria dos poetas!
Para eles a vida não passa de tragédia grega!
E tão parvos seriam eles, se também não rissem de si mesmos!
Algo que irá se esvair
Somos hoje a última geração daqueles que sonham através de palavras,
O qual escritas a caneta demonstram as canções tristes dos poetas.
Logo mais o som dos teclados
(Desculpe "Mãe América"a palavra certa seria keyboard não?)
Irão abafar os artistas.
Entregando um futuro mais prático,
E menos lírico a todos.
Os que restarão serão apenas párias de um mundo esquecido.
A vida não passa de uma ditadura,
A vontade de viver nos é imposta.
Mas esta é a única ditadura
A qual eu não condeno.
Se cabe a mim ser poeta
Isso já me basta.
Pois o único a me ouvir
Serei eu mesmo.
Então assim sigo meu caminho.
Açoitado pela TV e
Crucificado em meu PC
Que o mundo ria dos poetas!
Para eles a vida não passa de tragédia grega!
E tão parvos seriam eles, se também não rissem de si mesmos!
SENZALA DE FERRO
Você nasce para consumir,
E ser consumido.
O seu coração não é livre.
Afinal de contas o que é liberdade?
Quando você olha para os seus irmãos
Na senzala de ferro
Você não sente?
Quando os vê pendurados nas barras de ferro,
por acado não te lembram Jesus?
É difícil acreditar, que não reagimos...
Estamos sufocados e sentados as 6:10 da tarde na lagarta de metal.
Aonde estão nossos heróis?
Será que temos algum?
Você já olhou para os olhos deles?
Será que você viu alguma esperança?
Alguns sentados e outros de pé na senzala ambulante.
Será que eles querem ser felizes?
Os anos passam, você envelhece e logo mais vão lhe dizer que você não é mais produtivo.
E aí? Até onde vai nossa dignidade?
E a até onde vai o nosso querer?
O nosso corpo vira matéria gasta e
Nossas forças se esvaem...
Será que realmente somos livres?
Será que isso tudo é necessário?
Será que vai ser sempre assim?
Será que vamos nos esbarrar na estações da vida,
E nem sequer dizer um: Desculpe, uns para os outros?
Existem vidas dentro dos navios negreiros de ferro.
Cada um tem sua história:
A dona Odete pensa em como pagar os estudos da filha. O Macedo procura mulheres na sexta-feira. A mãe do Flávio está com câncer no ovário. Joana tem todo o seu enxoval de noiva completo, só falta o pretendente. O Mário comprou um celular e a Maria está apaixonada por ele...Paulo esta com medo pois está tendo corte na firma. Carlos é religioso e não falta um domingo na missa. Valéria faz faculdade paga, todo o dinheiro do seu salário vai embora. Amanhã é aniversário da Aninha, 32 anos. Marcos vai ser papai e sua mãe Délia está gripada.
São tantos...
Tantas...vidas
Abafadas no trem desalmado.
Com seus orgulhos feridos sem ter a quem recorrer.
Mulheres grávidas de pé
Senhoras gastas chorando
Risos nervosos e alienados.
Até quando isto irá acabar?
Olhamos para o céu,
E em meio a gases tóxicos vemos um entardecer escarlate
As nuvens estão revoltas,
Apocalípticas.
Estamos presos em uma cadeia onde as grades são de vidro.
Lá em cima
Os helicópteros voam
Como Hermes, mensageiros da possessão do homem contra o homem.
E você, aonde está agora?
Estará chorando pelo seu dinheiro maldito?
Está sentindo ódio do seu castigo?
Estes pensamentos não são meus,
Voam na cabeça de todos.
Mas para agir requer coragem,
E a coragem hoje
Virou sinônimo de fome.
Então que assim seja!
Que nossos corpos mortos sejam selados em covas rasas;
Pois o que nos resta é a semi-vida que doa de maneira forçada
A vida de verdade para os grandes.
Posto que a minha e a sua força vital
Mancham de sangue as paredes de nossas casas, perguntas resistem:
Qual sangue que de lá irá brotar?
O sangue assassinado das senzalas ou o sangue vermelho vivo da revolta?
Que Deus tenha piedade de nós.
E ser consumido.
O seu coração não é livre.
Afinal de contas o que é liberdade?
Quando você olha para os seus irmãos
Na senzala de ferro
Você não sente?
Quando os vê pendurados nas barras de ferro,
por acado não te lembram Jesus?
É difícil acreditar, que não reagimos...
Estamos sufocados e sentados as 6:10 da tarde na lagarta de metal.
Aonde estão nossos heróis?
Será que temos algum?
Você já olhou para os olhos deles?
Será que você viu alguma esperança?
Alguns sentados e outros de pé na senzala ambulante.
Será que eles querem ser felizes?
Os anos passam, você envelhece e logo mais vão lhe dizer que você não é mais produtivo.
E aí? Até onde vai nossa dignidade?
E a até onde vai o nosso querer?
O nosso corpo vira matéria gasta e
Nossas forças se esvaem...
Será que realmente somos livres?
Será que isso tudo é necessário?
Será que vai ser sempre assim?
Será que vamos nos esbarrar na estações da vida,
E nem sequer dizer um: Desculpe, uns para os outros?
Existem vidas dentro dos navios negreiros de ferro.
Cada um tem sua história:
A dona Odete pensa em como pagar os estudos da filha. O Macedo procura mulheres na sexta-feira. A mãe do Flávio está com câncer no ovário. Joana tem todo o seu enxoval de noiva completo, só falta o pretendente. O Mário comprou um celular e a Maria está apaixonada por ele...Paulo esta com medo pois está tendo corte na firma. Carlos é religioso e não falta um domingo na missa. Valéria faz faculdade paga, todo o dinheiro do seu salário vai embora. Amanhã é aniversário da Aninha, 32 anos. Marcos vai ser papai e sua mãe Délia está gripada.
São tantos...
Tantas...vidas
Abafadas no trem desalmado.
Com seus orgulhos feridos sem ter a quem recorrer.
Mulheres grávidas de pé
Senhoras gastas chorando
Risos nervosos e alienados.
Até quando isto irá acabar?
Olhamos para o céu,
E em meio a gases tóxicos vemos um entardecer escarlate
As nuvens estão revoltas,
Apocalípticas.
Estamos presos em uma cadeia onde as grades são de vidro.
Lá em cima
Os helicópteros voam
Como Hermes, mensageiros da possessão do homem contra o homem.
E você, aonde está agora?
Estará chorando pelo seu dinheiro maldito?
Está sentindo ódio do seu castigo?
Estes pensamentos não são meus,
Voam na cabeça de todos.
Mas para agir requer coragem,
E a coragem hoje
Virou sinônimo de fome.
Então que assim seja!
Que nossos corpos mortos sejam selados em covas rasas;
Pois o que nos resta é a semi-vida que doa de maneira forçada
A vida de verdade para os grandes.
Posto que a minha e a sua força vital
Mancham de sangue as paredes de nossas casas, perguntas resistem:
Qual sangue que de lá irá brotar?
O sangue assassinado das senzalas ou o sangue vermelho vivo da revolta?
Que Deus tenha piedade de nós.
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