domingo, 8 de novembro de 2009

A PROFECIA

E este poema é dedicado a todos aqueles fracos que são fortes neste mundo louco. A todo este "povo-gado" que sobrevive na guerra civil do maior dominando o menor.

E assim disse o poeta profeta:

Eu vejo um povo machucado
Desnorteado do seu saber
"Inginorante" com respeito a sua força

Eu vislumbro um povo caído
Alimentando-se de água suja e pão
Rendendo-se a uma nação poderosa e destruidora

Eu vejo crianças mortas
Jogadas ao chão
Querendo de qualquer forma
Um pai
Que talvez tenha morrido
Em uma chacina em São Paulo

Eu vislumbro o caos no sol
O coração de irmãos ser escravizado
O coração de outros ser domado

Eu vejo o amor ser corrompido
Nas damas da noite da TV
Invertendo os valores da vida

Eu vislumbro mulheres grávidas
Sem ninguém
Procurando um amor
Que não existe

Mas o amor está neles
Alucinando-os
Gerando as crias da desilusão

Mas o amor é doce
Quando dele se bebe
Amargando-se apenas no final

Mas eles são livres
Em seus sonhos de riso fácil
E se alegram por pouco
Pois pouco é o que tem

Mas eu vislumbro dias de luz

O primeiro sinal será como luzes de fogo
E irá queimar todos os tubarões gigantes


Eu vejo uma luz sair deste povo
Que irá corromper o "incorruptível"
Assassinando
Destroçando
Cortando
Amargando

Surpreso?
Fazem isso com você hoje e você nem percebe?
E saiba, farão com suas filhas também

Eu sonho que a igualdade irá chegar
Mas vinda com um cavalo branco
Cheio de sangue
Pois o único preço da liberdade é o sangue

Sangue vermelho escarlate
Que corre nas veias do explorado
Que sofre de escarlatina
E o seu nervo ... desatina:
"Olhe lá meu amigo, piscinas!"
São todos tão lindos...
"Aquela loira ... ferina!"
E a sua alma patina
É como um touro
E um bêbado
Que irá morrer
Na surdina


É meu "povo-gado"...
Não é a doença que acaba com os hospitais
É a conivência, esta sim nos transforma
Em fáceis mortais

Portanto é assim que eu escrevo. Alucinado como este mundo. Aquele que tem olhos verá. Não, não os olhos de verdade que estão no crânio, mas sim os que estão no coração.

Mil vivas a esta nação desesperada
Repleta de rostos bonitos
Onde cada dia
A esperança resplandece
Em berços esplendidos
E em brados retumbantes
De corações que pulsantes
Desejam carícias distantes!

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