E este poema é dedicado a todos aqueles fracos que são fortes neste mundo louco. A todo este "povo-gado" que sobrevive na guerra civil do maior dominando o menor.
E assim disse o poeta profeta:
Eu vejo um povo machucado
Desnorteado do seu saber
"Inginorante" com respeito a sua força
Eu vislumbro um povo caído
Alimentando-se de água suja e pão
Rendendo-se a uma nação poderosa e destruidora
Eu vejo crianças mortas
Jogadas ao chão
Querendo de qualquer forma
Um pai
Que talvez tenha morrido
Em uma chacina em São Paulo
Eu vislumbro o caos no sol
O coração de irmãos ser escravizado
O coração de outros ser domado
Eu vejo o amor ser corrompido
Nas damas da noite da TV
Invertendo os valores da vida
Eu vislumbro mulheres grávidas
Sem ninguém
Procurando um amor
Que não existe
Mas o amor está neles
Alucinando-os
Gerando as crias da desilusão
Mas o amor é doce
Quando dele se bebe
Amargando-se apenas no final
Mas eles são livres
Em seus sonhos de riso fácil
E se alegram por pouco
Pois pouco é o que tem
Mas eu vislumbro dias de luz
O primeiro sinal será como luzes de fogo
E irá queimar todos os tubarões gigantes
Eu vejo uma luz sair deste povo
Que irá corromper o "incorruptível"
Assassinando
Destroçando
Cortando
Amargando
Surpreso?
Fazem isso com você hoje e você nem percebe?
E saiba, farão com suas filhas também
Eu sonho que a igualdade irá chegar
Mas vinda com um cavalo branco
Cheio de sangue
Pois o único preço da liberdade é o sangue
Sangue vermelho escarlate
Que corre nas veias do explorado
Que sofre de escarlatina
E o seu nervo ... desatina:
"Olhe lá meu amigo, piscinas!"
São todos tão lindos...
"Aquela loira ... ferina!"
E a sua alma patina
É como um touro
E um bêbado
Que irá morrer
Na surdina
É meu "povo-gado"...
Não é a doença que acaba com os hospitais
É a conivência, esta sim nos transforma
Em fáceis mortais
Portanto é assim que eu escrevo. Alucinado como este mundo. Aquele que tem olhos verá. Não, não os olhos de verdade que estão no crânio, mas sim os que estão no coração.
Mil vivas a esta nação desesperada
Repleta de rostos bonitos
Onde cada dia
A esperança resplandece
Em berços esplendidos
E em brados retumbantes
De corações que pulsantes
Desejam carícias distantes!
domingo, 8 de novembro de 2009
SEMENTE
Me desculpe se não falei de amor
É que meu amor não é direto no poema
Ele está entre as palavras
Entre as linhas
Peço desculpas se minhas palavras são afiadas
Serrilhadas
Destroçadas
É que o amor aqui demonstrado
É amor revolucionário
Não amor de quarto
Egoísta em seu próprio sofrimento
É amor expansivo para todos
Condecoro-me poeta do caos
Para colocar a desordem nos poemas
E demonstrar que esta vida é eternamente desordenada
Uma desordem lírica que se transforma em arte
Uma desordem caótica que a transforma em ordem
Me desculpe pelas palavras toscas
Pela má poesia
E pela revolta
É que eu vislumbro todo este contexto
Como uma obra prima
Algo que só é corrompido
Pela "pobreza humana"
Mas os livros são minhas escopetas
E Kafka, Morus e Morison
Minhas munições
Os meus tiros são dados com palavras
Mas não são tiros de chumbo
São tiros de "verdade" que amargam a mente
Mais do que isto
São sementes que não mentem
Não dizem somente que o céu é azul
Dizem que manchamos veementemente este céu de vermelho
E é assim
Que tão somente
Escrevo
É que meu amor não é direto no poema
Ele está entre as palavras
Entre as linhas
Peço desculpas se minhas palavras são afiadas
Serrilhadas
Destroçadas
É que o amor aqui demonstrado
É amor revolucionário
Não amor de quarto
Egoísta em seu próprio sofrimento
É amor expansivo para todos
Condecoro-me poeta do caos
Para colocar a desordem nos poemas
E demonstrar que esta vida é eternamente desordenada
Uma desordem lírica que se transforma em arte
Uma desordem caótica que a transforma em ordem
Me desculpe pelas palavras toscas
Pela má poesia
E pela revolta
É que eu vislumbro todo este contexto
Como uma obra prima
Algo que só é corrompido
Pela "pobreza humana"
Mas os livros são minhas escopetas
E Kafka, Morus e Morison
Minhas munições
Os meus tiros são dados com palavras
Mas não são tiros de chumbo
São tiros de "verdade" que amargam a mente
Mais do que isto
São sementes que não mentem
Não dizem somente que o céu é azul
Dizem que manchamos veementemente este céu de vermelho
E é assim
Que tão somente
Escrevo
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