Do nada ele fez o tudo que virou a luz fiat lux para todas as criaturas que no céu sangrento temeram um deus alucinado que castigava com ódio as fêmeas e a colheita
E do nada ele fez o céu
Firmamento este que se tornou infinito
E trouxe medo as pequenas criaturas que
Ajoelhadas buscaram pedras para o louvar
Sobre os seus raios pré-potentes
Fez surgir a luz
E astros luminosos em redor
Para que no futuro
O fogo fosse consumido
Juntamente com Prometeu
E as estrelas
Potentes em sua glória
Causariam medo a quem ousasse ver
E um estrondo arranhou o Universo
Transformando bolas de fogo
Em bolas de terra
Terra
E do coração dos planetas
Fez as chamas bradarem
E buscarem algo para consumirem
E de uma pequena parte de seu dedo
Um pequeno planeta azul ele fez
Jurando para si mesmo que ia amá-lo
E do solo saíram as bestas
O qual destrutivas
Espalharam o caos da carnificina
E o sangue jorrou pela primeira vez no jovem planeta
Mas Ele
Triste e só
Buscou companhia de seu ventre
E saíram os príncipes luminosos
Que logo iriam incendiar o planeta azul
Como querubins e belzebus
E dentre estes um ousou desafiá-lo
Mas Ele quis se completar ainda mais
E fez a carne de um ser febril
Que selvagem
Gritou de dor ao saber
Que morreria
E todos temiam os céus tétricos
Que se formavam
Uma mescla de vermelho rubi
Com laranja cor de terror
E as cabanas se formavam
Buscando a fuga dos destroços
Das tempestades
E os joelhos se esfarrapavam
Ainda mais nas preces sem sentido
Para um Deus grandioso
Mas Ele mesmo amou a todos
E talvez esta seja sua tristeza
Porque quando a chuva cinza cai
Muitos profetas dizem que tem gosto
De lágrimas de sangue
E com a roda do tempo
Cavalga-se o destino
Que abençoa a existência
Com os seus quatro cavaleiros
Assim todos os príncipes de branco
Bradaram em júbilo
A respeito da arte viva
Que pulsante
Ainda hoje causa espanto
Mas triste ele está sozinho esperando a hora chegar e será quando ele poderá sugar os gênios que fizeram a história mortal e fatal das tumbas do tempo
segunda-feira, 25 de maio de 2009
A MENTIRA
Agora eu posso ver
Nos dias que se passaram
Toda beleza
Do que antes era triste
Minha alma refinou
A custo de sangue
E meu coração antes pesado
Agora é leve como pluma
E não só vi o passado
Eu o senti também
Testemunhei as deusas irem embora
E meus companheiros desistirem
Vi meus ídolos caírem;
Minhas paixões destroçadas
Buscarem a outros
Eu admito que me senti crucificado
Mas meus cravos eram macios
Eu é que não percebi
Quando olho para trás
E vislumbro os zumbis da juventude
Uma força de luz sai de mim
E todas aquelas crianças amargas
Sorriem delicadamente
Dando-me força
Para seguir o caminho.
Pobre de mim
Agora enxugo minhas mágoas
Com o coração encharcado
Nas páginas breves deste livro
Mas não se preocupem
Nunca esperei veneração
Quem escreve para os outros
Isso o faz para mentir
Tão somente para eles
Como para ele também
Nos dias que se passaram
Toda beleza
Do que antes era triste
Minha alma refinou
A custo de sangue
E meu coração antes pesado
Agora é leve como pluma
E não só vi o passado
Eu o senti também
Testemunhei as deusas irem embora
E meus companheiros desistirem
Vi meus ídolos caírem;
Minhas paixões destroçadas
Buscarem a outros
Eu admito que me senti crucificado
Mas meus cravos eram macios
Eu é que não percebi
Quando olho para trás
E vislumbro os zumbis da juventude
Uma força de luz sai de mim
E todas aquelas crianças amargas
Sorriem delicadamente
Dando-me força
Para seguir o caminho.
Pobre de mim
Agora enxugo minhas mágoas
Com o coração encharcado
Nas páginas breves deste livro
Mas não se preocupem
Nunca esperei veneração
Quem escreve para os outros
Isso o faz para mentir
Tão somente para eles
Como para ele também
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