Mas quando eu te vejo
E sinto meu corpo pesar
É como se o ar ficasse escasso
Não me iludo
Apesar de o sentir já estar iludido
Não me entristeço
Apesar de meus olhos dizerem o contrário
Se eu fosse me preocupar
Dos sonhos que perdi
Talvez não estaria aqui
E muito menos
Em outro lugar
É que a vida
Ensina coisas
De maneira diferente
Diferente do nosso pensar
Mas como eu dizia
O ar fica preso
Juntamente com o coração
Eu finjo não sentir
Mas a dor vem e inflama
Como uma doce doença
Totalmente inesperada
Mas bem vinda
Amaldiçoadamente
Bem vinda
E eu busco la de cima
O perdão que não mereço
Tento olhar para o céu
E pedir perdão
Para quem?
Para você?
A culpa não é minha
A culpa é sua
Sua sim
Seus cabelos
Seu sorriso
Seu olhar
Mas eu busco la em cima
O meu amor verdadeiro
Será que ele esta lá?
Eu tenho certeza de que ele esta lá.
Mas como dizia
A culpa é sua
De seu corpo
Sua boca
E seu sentir
E aprecio
Com deleite
Quando de repente
Você se aproxima
E,
No seu andar dançante
Faz-me reviver
Os dias da inocência
Por que a vida é severa comigo?
Eu não sei explicar
É como se nos meus caminhos errados
Que eu mesmo tomei
Achei você que era o certo
Mas que se tornou errado
Em virtude dos outros caminhos
Então para mim você é sonho
Que vislumbro forte mesmo
Porém é pesadelo
Que contemplo quando vai
Então eu gostaria
De fechar este canto
Com uma bonita chave de ouro
Mas os dias assim me impedem
Gostaria de invés das letras
Avançar na poesia inconcreta do seu amor
Mas impossível é para mim
Avançar mais que as letras
Elas são divisão que avança
Mas impede ao mesmo tempo
É por isso que tento ser pesado
Busco a palavra certa
Mas existe mesmo palavras certas?
O amor pode ser classificado na matemática do soneto?
Acredito que não, nem em letras e nem em sonhos
Mas nas suas mãos poderia estar a carne que tanto anseio ,e nelas, a macieis da sua pele ecoaria em meu sentir, tornando minha alma mais quente ,porém, menos protegida.
Há mas onde poderia estar você agora? Andando solene em firmes passos em direção ao luar? Ou distribuindo seu afeto de maneira desordenada como uma louca dama machucada pela dor? Eu não sei, mas sei que sinto e isso é tudo nestas letras vãs, tão vãs e espalhadas como uma alma vazia o qual vagueia pelos cantos buscando a ternura que jamais teve.
Pergunto a mim mesmo se os criadores das letras não deveriam colocar no alfabeto uma letra que representasse a dor, a dor do amor, talvez assim todas as cartas e todos os poemas poderiam ser resumidos com uma só letra, e esta seria desenhada com força no papel tendo em os seus desenhistas o terror mórbido de uma dor doentia que clama no peito e faz tristes velhos uivarem de ódio.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
ÁRVORES
E assim disse o profeta:
E haverá um dia
E assim vos digo
Que os gigantes adormecidos
Como pedras lentas
Fincadas nas pedras
Irão reviver
E neste dia
Sob uma grande chuva
Aquelas copas verdes
Que ficam além mar
E que ficam aqui
E que outrora um dia
Foram maiores ainda
Irão tomar vida
Vida de movimento
E sob o poderoso trovão
A natureza irá gritar
Liberar seus faunos e demônios
E tirar do concreto o ser que tudo cobiça
E neste dia
Sob chuvas torrenciais
O seres de tronco viverão
E poderão andar
Com suas raízes soltas
Saindo dos seus campos verdes
E realizarem seus sonhos de ódio
Contra o machado de sangue
E entrarão na floresta cinza
Tendo olhos que não deveriam ter
Descumprindo as promessas
Que disseram sobre elas
E dois grandes selos se abrirão
No primeiro
Todos os lugares do mau
Aonde fabricam a coisa mortal
Irão perecer
Aqueles objetos parecidos com serras
E que torturavam os gigantes
Serão destruídos para sempre
E na abertura do segundo selo ira ter um grande clamor:
Olhem! Vejam! Os seres de copas ficaram vivos!
E os seres de copas irão pegar todos os iníquos
Os iníquos que faziam móveis dos gigantes
E os grandes gigantes
Irão fazer objetos, camas, armários, guarda roupas
Dos ossos dos seres pequenos, dos seres de carne
E um grande assombro ira vir sobre a terra
E o bem virá disfarçado de mau
Ai daqueles gananciosos!
Que destroem o tapete verde!
Que destroem as cachoeiras!
Que acabam com os mares!
Grande aflição virá sobre eles!
Seria melhor se não tivessem nascido!
E todo lucro não terá mais nenhum valor!
E todo mau será compensado!
E toda seiva que foi caída, gota por gota, será paga novamente!
Ai daqueles que viverem nestes dias,
Seria melhor se não tivessem nascido!
E quem tiver olho verá
O canto dos pássaros reviver
O som das quedas d´agua voltar
O ar puro e límpido renascer
E a selva de concreto irá se extinguir!
E com ela todos os seres impuros!
Aqueles que agridem a vida
Brincando com a própria natureza
Irão perecer
E somente irá sobrar
Tão belo como nunca
A beleza dos sobrados
Vestidos de folhas
Nas altas campinas
Exibindo imponente
Como riso de meninas
Sua madeira em flor
Não mais morta como antes
Não mais cinzenta como outrora
Mas forte
Pulsante
Como no passado fora
Sua alegria antiga!
E haverá um dia
E assim vos digo
Que os gigantes adormecidos
Como pedras lentas
Fincadas nas pedras
Irão reviver
E neste dia
Sob uma grande chuva
Aquelas copas verdes
Que ficam além mar
E que ficam aqui
E que outrora um dia
Foram maiores ainda
Irão tomar vida
Vida de movimento
E sob o poderoso trovão
A natureza irá gritar
Liberar seus faunos e demônios
E tirar do concreto o ser que tudo cobiça
E neste dia
Sob chuvas torrenciais
O seres de tronco viverão
E poderão andar
Com suas raízes soltas
Saindo dos seus campos verdes
E realizarem seus sonhos de ódio
Contra o machado de sangue
E entrarão na floresta cinza
Tendo olhos que não deveriam ter
Descumprindo as promessas
Que disseram sobre elas
E dois grandes selos se abrirão
No primeiro
Todos os lugares do mau
Aonde fabricam a coisa mortal
Irão perecer
Aqueles objetos parecidos com serras
E que torturavam os gigantes
Serão destruídos para sempre
E na abertura do segundo selo ira ter um grande clamor:
Olhem! Vejam! Os seres de copas ficaram vivos!
E os seres de copas irão pegar todos os iníquos
Os iníquos que faziam móveis dos gigantes
E os grandes gigantes
Irão fazer objetos, camas, armários, guarda roupas
Dos ossos dos seres pequenos, dos seres de carne
E um grande assombro ira vir sobre a terra
E o bem virá disfarçado de mau
Ai daqueles gananciosos!
Que destroem o tapete verde!
Que destroem as cachoeiras!
Que acabam com os mares!
Grande aflição virá sobre eles!
Seria melhor se não tivessem nascido!
E todo lucro não terá mais nenhum valor!
E todo mau será compensado!
E toda seiva que foi caída, gota por gota, será paga novamente!
Ai daqueles que viverem nestes dias,
Seria melhor se não tivessem nascido!
E quem tiver olho verá
O canto dos pássaros reviver
O som das quedas d´agua voltar
O ar puro e límpido renascer
E a selva de concreto irá se extinguir!
E com ela todos os seres impuros!
Aqueles que agridem a vida
Brincando com a própria natureza
Irão perecer
E somente irá sobrar
Tão belo como nunca
A beleza dos sobrados
Vestidos de folhas
Nas altas campinas
Exibindo imponente
Como riso de meninas
Sua madeira em flor
Não mais morta como antes
Não mais cinzenta como outrora
Mas forte
Pulsante
Como no passado fora
Sua alegria antiga!
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