domingo, 6 de fevereiro de 2011

Paixões

Quando ele olhou para frente
E sentiu os olhos dela
Pode voar enfim
E clamar pelas dores da paixão

Pois ela é forte
E dilui no peito
Qual fogo brando
Que ilude
E treme
E sangra

De modo que traz
Junto ao seu corpo
Todo pecado enfim
Para fazer voar
E sentir as fantasias
Do vai e vem que dá a vida
Transforma o espaço
E converte a razão
No caos

No caos louco do sonho

Vá, e sinta o calor
Pois quando o homem sente
Eros e Vênus querem brigar
Querem brincar sim

E não trazer o amor enfim
E trazer a alma enfim
E trazer a dor enfim

O dia do Patriarca

E o patriarca recebeu a promessa
O qual foi difícil acreditar
Sua mulher então riu
Pois o galardão prometido
Era grande demais

Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?

Mas assim o Senhor o fez
E Abraão idoso e velho
Pode ter seu filho Isaque
Novo e forte
Fazendo-o também novo e forte

Mas Abraão foi fiel
Pois protegeu os filhos do Senhor
Assim como Ló
Quando os demônios de Sodoma atacaram
Protegeu os varões que ali estavam
Oferecendo até as suas filhas em troca


Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?

Mas Deus confirmou a vitória
Porém um dia pediu a Abraão:
Sacrifique seu filho se confias em mim
E Abrão contristado pegou o cutelo
E levou-o ao monte de Moriá

Porém na ora do sacrifício
Deus impediu o golpe de agir
E um carneiro foi oferecido no lugar
E mais uma vez a promessa se cumpriu
E Isaque pode assim ficar


Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?

E assim a benção se confirmou
Deus multiplicou sua descendência
Como estrelas do céu
E sua promessa e vista ainda hoje
Pois os filhos de Abrão estão entre nós
De muitas formas
Indiretas ou diretas
Mas estão

E isso está na nossa mente
Se tivermos que lembrar as promessas de Deus
É só olhar para o céu
E ver que as estrelas brilham
Sorridentes como os filhos de Abraão

Por mais que desacreditem
“Ele” é a esperança
Por mais que duvidem
“Ele” é fiel aos que creem
Pois peça a Deus a fé de Abraão
E que se multipliquem as bênçãos
Como estrelas do céu
Para todos aqueles
Que ousam acreditar


Quem poderia acreditar?
Quem poderia ousar acreditar?
Que a madre se abriria na velhice?
Que conceberia um rei de nações?