segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Você olha para os lados
E vê aqueles que te impedem
De fazer
O que deve ser feito

Muitos tentam te destruir
E nesta destruição
Assaltam os seus sonhos
Igualzinho ao que fazem na TV

Eu gostaria de acreditar
Nas garotas de anúncios de outdoor
Ser mesmo feliz
Tomando Coca-Cola

Mas a minha natureza é mais forte do que isso

Nada me impede
De buscar a minha luz
Por mais que vocês tentem dizer o contrário

Eu não uso sapatos italianos
E meu terno é velho da década de 70

Vocês querem saber da minha conta bancária
Mas meu verdadeiro banco está dentro do meu peito
Mas, pasmem, não é dinheiro que vocês irão encontrar lá

Os meus verdadeiros juros estão nos meus sonhos
E lá eles correm altos,
Sem medo da inflação

Eu quero ser livre
Mas não livre da liberdade que oprime
Eu quero pensar a minha verdade
E ser a minha verdade

Eu não sou instrumento de pesquisa
Não pertenço a nenhuma estatística
Que vá para o inferno este negócio de: "Público Alvo"
E não sou alvo de vocês
Vocês é que são o meu alvo

Eu quero ser livre
Para sonhar a minha vida não imposta
Eu não preciso da sua grana
Nem das suas mulheres
Muito menos dos seus carros
Eu preciso apenas da minha paz
E esta eu consigo
Execrando seus pontos de vista

Deus é forte em mim
Ele me diz para continuar a sonhar
Ele me diz que a fé não está nos supermercados
Que a perseverança não se vende via Internet
E que a esperança não é vendida "em liquidação com três novos sabores".

Se vocês acreditam no sonho de Darwin
O problema é de vocês
Se vocês acreditam nos sonhos de Nietchze
O problema é de vocês
Se vocês acreditam em apenas pedras e fósseis
O problema é de vocês

Mas não venham tomar a minha verdade
Ela não foi fabricada para se tornar absoluta entre vocês
E nem pode
Ela é loucura para quem se diz muito sábio

Mas é assim que sigo minha vida
Olhando para luz que vem do alto
Desconfiando dos teus medos e das tuas verdades
Acreditando em algo singelo que me torna livre: Fé.

A BENÇÃO BRANCA (para minha filha Bianca)

Difícil é traduzir
O sentir em um poema

É como descrever
O invisível

Nas tardes que vejo
O sol bater na janela
Sinto que me iludir faz bem
Sinto que os sonhos
São mais reais

Ver você aqui é bom
Nesta casa onde tudo era pálido
Sua brancura trouxe felicidade

E os raios do sol
E das estrelas
Tornaram-se mais coloridos
E menos destrutivos
Trazendo muito mais que a verdade em seus olhos

É por isso que quando você sorri
Eu saio deste mundo
E tento imaginar
Que meus dias de criança foram assim

É por isso que quando eu te olho
E vejo o brilho da inocência
Me transformo pequeno
E as cores
Se destacam cada vez mais
Tudo é um grande contraste
Todo o "ver"
Se transforma em prazer e gozo

E é no seu sono
Que encontro minha paz
Viajando em mim mesmo
Buscando os lugares tranquilos
Os quais tive outrora

Então assim é você
Minha Benção Branca
Um pedaço de mim
Que de tão fraco
Me torna forte
Uma força alegre
Que me torna fraco...