PARTE I
Ela sim é um sonho o qual eu não posso tocar
Nesta vida de proibições esta é a proibição mais doída
Mais proibida
Redundantemente mais proibida
São olhos que não posso ver
Uma pele que não posso tocar
Um sentido que não posso sentir
Quem me dera que sua alma me desejasse
Talvez assim eu poderia me tornar um sonho
Talvez assim eu poderia me tornar eu mesmo
Mas é perigoso ser você mesmo
Aqui, neste mundo, isto é demoníaco
Ela me chama, ou melhor...
Sua chama me chama, não ela...
Ela chama a outros, outras chamas
E minha chama fica só
O meu chamar fica só
Tênue como um corisco
Gostaria de ser um Júpiter
Tão belamente esculpido por um Michelangelo
Mas, meus músculos são atrofiados
E minha pele é branca transparente
Não tenho força...
Não tenho dotes...
Não tenho terras...
Não tenho carros...
Sou apenas um ser que tenta pensar
Em um mundo onde se pensar é pesaroso
Difícil para mim é tentar fazê-lo
É como se todos nós fossemos proibidos
Proibidos de ousar pensar...
PARTE II
Mas o meu amor é real
Eu posso tocá-lo
Eu posso senti-lo
O meu amor é algo do qual lutei
É um amor verdadeiro
No amor verdadeiro doam-se as roupas
Sem se arrepender
O meu amor é sereno
Tão castamente sereno que me faz sentir humano
Me faz sentir natural
Uma natureza mentirosa para muitos
Uma verdade soberana para mim
O amor de verdade não é perfeito
Ele te libera e ao mesmo tempo te castra
Ele prende o seu sentir para um sentir mais honrado
Ele troca o vinho de Baco pelo néctar dos deuses
O amor não é humano
O amor provém do homem para ele não ser homem
O amor condiciona as SUAS verdades
Para que as nossas verdades não sejam verdades
Mas sim devaneios, devaneios de animais loucos
O meu amor é só meu
É tragédia para muitos
É poesia para alguns
É morte para mim
É vida ao mesmo tempo
PARTE III
Quando o fruto do meu amor chegar
Nele poderei encontrar algo de mim
Talvez seja verdade mesmo
Talvez a força que temos não vem de nós
Mas daqueles ao qual concebemos
A vida é assim
Você vive junto com outra vidas
Você vive para criar outras vidas
Pra que estas vidas possam viver
Com outras vidas e assim
Dar seguimento a vida
Quando "ela'" chegar
(E espero que isso aconteça)
Gostaria que ela não visse este mundo
Assim como eu o vejo
Gostaria que "ela'" pudesse tomar o seu café da manhã tranquilamente
Ir para o trabalho sem nenhum desespero
Sonhar com amores de maneira adocicada
Almoçar tranquilamente enfim...
Ser uma pessoa comum...
Mas será que é verdade?
Será que todos a minha volta são comuns?
Ser comum então é seguir tranquilamente a vida?
Eu não sou comum, eu brinco de ser comum...
Neste cotidiano eu finjo ser comum
Não levo a sério este negócio de ser comum
Talvez é isso que eu queira nela
Que ela seja adulta assim como não sou
Que ela leve a sério o que eu acho brincadeira
Quando "ela'" chegar
(E espero que isso aconteça)
Vou lhe mostrar o que o poeta falou sobre o "Giz"
Vou tentar ser um criança como "ela'"
Uma criança que ainda finjo ser
PARTE IV
Todos nós lutamos por dinheiro
Temos oito horas de teatro por dia
Fingimos ser amigos dos inimigos
Fingimos ser inimigos daqueles que...
Poderiam ser nossos amigos
Na fábrica você é forçado a ser
Um homem sério
Você faz aquilo que te mandam fazer
Para depois "nos dias de não escravidão"
Você mandar os outros fazerem
Aquilo que eles não querem fazer
Você corre lado a lado com seu amigo
Mas não quer que ele te ultrapasse
E se ele cair?
Não importa, você ainda está correndo
E se ele te der uma rasteira?
Ele é um maldito mas aguarde...
Sua hora irá chegar!
Assim é o mundo
PARTE V
Oh Jeová!
Oh Sócrates!
Oh Platão!
Oh Aristóteles!
Oh Sêneca!
Oh Aquino!
Oh Morus!
Oh Erasmo!
Oh Descartes!
Oh Newton!
Oh Nietzsche!
Oh Marx!
Oh Wittgenstein!
Oh Foucault!
Oh dores do mundo!
Todos você tiveram um parto e deram partes destes partos para mim. E agora para onde vou partir? O que eu quero realmente procurar sendo que sei que vocês não encontraram o que procuravam?
Eu reflito sobre a vida
E vejo nela um reflexo
Um espelho de coisas já vividas
Vidas que são diferentes
E ao mesmo tempo iguais
Sou apenas mais um ser cumprindo um ciclo
Assim todos foram...
Que me adianta a fama?
Que me adianta ser o melhor?
Se não posso viver mais cem anos!
Gostaria de ser um paria
Que vive nos guetos
Nas condições mais imundas
Mas que pudesse viver mais cinquenta anos
Ou talvez mais vinte e cinco
Se pudéssemos barganhar com Deus
Eu vejo um futuro de filhos marcados
Globalizados e ultrajados
Involuntários sangrados, rejeitados e humilhados
Donos de uma nação sem dono
Inocentemente estuprados as oito e as dez nas suas salas
Globalizados
Engolindo fatos inventados
Comprando sonhos simulados
Dissimulados
Engolindo a verdadeira arte com enfado
Afogados
Gostando do que é fraco, retardado
Vivendo a vida de outros
Massacrados
É quixotesco ser um poeta!
Mais ridículo ainda um poeta semi-analfabeto!
Porque ser um poeta eu um mundo sem poesia?
A eletricidade matou a poesia
A tecnologia matou a poesia
Ser poeta hoje em dia é dançar com o fracasso!
Mas como é bom ser fracassado!
Como é bom ver a música nas flores
E a arte nas palavras
Como é bom saber ser diferente
Como é bom não lutar por dinheiro
Como é bom não se sentir "o melhor" por ter uma Mercedez -BENS estacionada na garagem
Como é bom não usar TNG
Com é bom não ter aquela loira da Playboy
Como é bom não tomar Blue Label
Como é bom andar na contra mão do que "eles" nos impõe
E dizem que é o modo de vida certo
Então esta é a sociedade?
A verdadeira verdade é ter uma mansão?
Ter uma Ferrari, beber Coca-Cola e sair com a nova playmate do mês?
Então é só isso que vocês me oferecem?
Ha, mas então eu fico com os meus sonhos
Porque tenho certeza que são tão irreais
Quanto os teus!
Então eu sigo esta vereda
Até Deus me colocar um ponto final
Como colocarei minha poesia
E tenho certeza
Que quando as minhas mortalhas forem colocadas
Elas não mostrarão nem um terço do que fui
Tenho certeza
Que o meu semblante de morte
Não mostrará nem uma vírgula
Desta Vida-Poema que agora vivo
Então eu sigo meu caminho
Sigo como um poeta
Pois todo poeta tem uma ferida eterna
Que tenta curar com as suas palavras
Todo poeta é uma viúva
Que chora pelo seu marido
Que é este mundo perdido
Todo poeta é uma criança indefesa
Vulnerável a todas as dores
Suas únicas forças estão nas palavras
Força fraca para todos
Fraca força para ele
Então aqui está minha fraqueza
Nestas palavras parcas de um português ruim
Nestes gritos pequenos que não serão ouvidos por ninguém
Mas aqui também está a minha força
A força que no passado mudou o mundo
E hoje só pode mudar a mim
Apenas a mim
domingo, 29 de novembro de 2009
ÔNIBUS NEGREIRO
Oh! Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
E veja
Dentro daquela caixa
As senhoras de pé
Os senhores de pé
E os garotos sentados
Note
Os humanos apertados
Junto com seus sonhos
Agora apertados
Imóveis, loucos...risonhos
Repare
O transpirar de sangue
As vozes impacientes
Uma barca de Dante
Os olhos carentes
Oh! Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
E veja
Nestas curvas fechadas
Os trabalhadores a ruir
Motoristas de almas marcadas
Como um leão prestes a rugir
Note
A criança com pneumonia
Sem saúde, sem nenhum plano
Que vive hoje com sua tia
Pois sua mãe está em desengano
Repare
Nas mãos daqueles pais
Calejadas de torturas
Possuidores de muitos ais
Almas cortadas por ranhuras
É aqui que deveria parar meu poema
Oh Deus!
Oh Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Um povo sofrido de ser ver
Vida atribulada como o chacoalhar do Ônibus
As donzelas enganadas
Os garotos sofridos
Que buscam nos finais de semana
Os espíritos se lavarem
No sêmen do esquecimento
Na viagem da cocaína
Mas não são deles
Esta viagem
A viagem do ônibus é sombria
Ela caminha para o deus da Obrigação
Que hoje é tão bem servido
Como o Deus original
Oh Deus dos desgraçados!
Sorria agora
Com seu riso de ternura
Para os pobres miseráveis
Que cantam pedindo pão
Para aqueles que ficam sentados
Mas assim os meus pensamentos voam longe
Cercados de planos e desenganos
Eu também luto na vida
E junto com eles eu estou
E assim meus versos são profanos
Pois ninguém enxerga o que está a sua volta
Então muito menos estas palavras
Mas assim será meu canto. Longe de querer ser ouvido, sei bem que nada, nada do que se diz será cumprido. Meus irmãos estarão sempre no Ônibus Negreiro. Com seus sonhos e com suas ilusões. Preocupados com as bundas dos finais de semana. E se esquecendo ou fingindo esquecer das desilusões.
Oh Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Eu busco qualquer miragem
Dentro da minha imagem
Que é gerada no meu pensar
Tento enganar a minha carne
Que agora chora em busca do sublime
Mas eu finjo-me de surdo
E me esqueço das minhas razões
E assim são meus versos
Livres e caótico
"Na voz de um "pensador""
Que ousa pensar
Em um lugar aonde isso é proibido
Não na forma feudal
Com donzelas de ferro e feridas
Mas na forma corriqueira
Das zombarias...foragidas
Eu não vou fugir do desengano
Pois os ataques me fizeram forte
Devemos antes de tudo agradecer
A aqueles que nos atacam
Pois o beijo da donzela apenas amansa a carne
Más o chicote do carrasco
Traz força a carne
Que não é calejada
Marcada
Descorada
E também é experiente
Não mente
E transforma a mente
E ônibus segue para a montanha
E o sol brilha no porvir
Transformando aquele momento único
Na verdadeira consumação da vida
Não parece
Mas lá também ela deve ser vivida
Peço desculpas por estes versos tolos e desconexos
Mas também devemos pedir desculpas a vida?
Não, devemos agradece-la
Até no ônibus
Onde não parece, mas o momento é vivido também
Então
Veja
Note
Repare
Oh Deus dos desgraçados!
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
E veja
Dentro daquela caixa
As senhoras de pé
Os senhores de pé
E os garotos sentados
Note
Os humanos apertados
Junto com seus sonhos
Agora apertados
Imóveis, loucos...risonhos
Repare
O transpirar de sangue
As vozes impacientes
Uma barca de Dante
Os olhos carentes
Oh! Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
E veja
Nestas curvas fechadas
Os trabalhadores a ruir
Motoristas de almas marcadas
Como um leão prestes a rugir
Note
A criança com pneumonia
Sem saúde, sem nenhum plano
Que vive hoje com sua tia
Pois sua mãe está em desengano
Repare
Nas mãos daqueles pais
Calejadas de torturas
Possuidores de muitos ais
Almas cortadas por ranhuras
É aqui que deveria parar meu poema
Oh Deus!
Oh Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Um povo sofrido de ser ver
Vida atribulada como o chacoalhar do Ônibus
As donzelas enganadas
Os garotos sofridos
Que buscam nos finais de semana
Os espíritos se lavarem
No sêmen do esquecimento
Na viagem da cocaína
Mas não são deles
Esta viagem
A viagem do ônibus é sombria
Ela caminha para o deus da Obrigação
Que hoje é tão bem servido
Como o Deus original
Oh Deus dos desgraçados!
Sorria agora
Com seu riso de ternura
Para os pobres miseráveis
Que cantam pedindo pão
Para aqueles que ficam sentados
Mas assim os meus pensamentos voam longe
Cercados de planos e desenganos
Eu também luto na vida
E junto com eles eu estou
E assim meus versos são profanos
Pois ninguém enxerga o que está a sua volta
Então muito menos estas palavras
Mas assim será meu canto. Longe de querer ser ouvido, sei bem que nada, nada do que se diz será cumprido. Meus irmãos estarão sempre no Ônibus Negreiro. Com seus sonhos e com suas ilusões. Preocupados com as bundas dos finais de semana. E se esquecendo ou fingindo esquecer das desilusões.
Oh Deus dos desgraçados
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
Eu busco qualquer miragem
Dentro da minha imagem
Que é gerada no meu pensar
Tento enganar a minha carne
Que agora chora em busca do sublime
Mas eu finjo-me de surdo
E me esqueço das minhas razões
E assim são meus versos
Livres e caótico
"Na voz de um "pensador""
Que ousa pensar
Em um lugar aonde isso é proibido
Não na forma feudal
Com donzelas de ferro e feridas
Mas na forma corriqueira
Das zombarias...foragidas
Eu não vou fugir do desengano
Pois os ataques me fizeram forte
Devemos antes de tudo agradecer
A aqueles que nos atacam
Pois o beijo da donzela apenas amansa a carne
Más o chicote do carrasco
Traz força a carne
Que não é calejada
Marcada
Descorada
E também é experiente
Não mente
E transforma a mente
E ônibus segue para a montanha
E o sol brilha no porvir
Transformando aquele momento único
Na verdadeira consumação da vida
Não parece
Mas lá também ela deve ser vivida
Peço desculpas por estes versos tolos e desconexos
Mas também devemos pedir desculpas a vida?
Não, devemos agradece-la
Até no ônibus
Onde não parece, mas o momento é vivido também
Então
Veja
Note
Repare
Oh Deus dos desgraçados!
Olhe para cá agora
Estes filhos amordaçados
Que a Paz agora implora!
OLHOS AZUIS
Nasci filho de brancos e caboclos
Em meu sangue a alma grita
A respeito de um passado distante
Intranquilo
Porém errante
E assim me fiz garoto
Brincando nas casas de tijolo velho
Vendo o meu leite
Sendo misturado com o álcool da insensatez
Tentei ser de bem
Mas matava insetos
Destruía passarinhos
Batia em amiguinhos
E me desviava das chuvas...
Dos pinguinhos
Minha mãe colocava o prato na mesa
E as escondidas ia chorar
Era arroz com ovo
Para mim algo difícil de gostar
Pois as porradas do meu pai
Ela tinha de suportar
Daí eu vi então aquela menininha
De olhos azuis e tranquilos
Olhava para o nada... o vazio
Eu olhava para ela querendo me completar
Ela quis se completar com o outro
Eu tinha seis anos apenas
E na escola os números me matavam
Aos poucos me encerravam
Eu tentava em vão me desviar
E depois destes dias
Sentia que a matemática iria me matar
Mas aos doze anos
Um velho me ensinou
Em Deus confiar
E depois destes dias
Eu sigo eterno a cantar
E pelas ruas viajar
Questionar
E chorar
Há mas onde estão aqueles olhos azuis?
Aquele semblante calmo e confiante
Ele me falou do fim do mundo
E do final do homem
Mas também falou do amor de Deus
Que a Ele consome
E aprendi a ter medo
Mas ter a coragem em mim
Dada pelo ser divino
Que através do racional
Me levou para glória
E aqueles olhos azuis fitavam novamente para mim
Em forma de menina mulher
Carregando o pecado consigo
Fazendo que no futuro
Eu sentisse saudade de mim
Olhos azuis
Que me fizeram esquecer da vida
Ao qual eu fugi
Deixei-a caída, sofrida
Mas eu sofri também
Cortei parte da minha vida
E até abandonei a minha alma
Que até hoje não é outra
Há mas eu queria conhecer os céus
E busquei isto nas palavras de livros
E me esquecia de tudo
Dos ovos não comidos
Dos cabelos dourados negados
Que desejava serem esquecidos
E conheci um poeta
Que me disse o que era céu e mar
Aonde ficava o A e o B
E a Deus ousei questionar
Mostrou-me também o horizonte
As nuvens distantes
Que eu nunca ousara ver
E eu olhei para cima
De verdade
Pela primeira vez para cima
Mas aí o amor chegou com asas ligeiras. Veio com um rosto sereno de mulher. Com cor parda porém branca. Pois branca era sua alma. Alva, mas também carregava o magma dos deuses. E o meu vulcão quis entrar em erupção. E assim o amor me levou para o céu.
E com rosto de mulher
Minha vida se fez
Experimentei o pecado
E nada, nada ele fez
Pelo contrário
De rosto colado
Minha solidão se desfez
E foi assim que "Colombo descobriu a América".
E meu amor se tornou forte
Além de qualquer razão
Não uni só carne
Uni alma também
Abandonei pai, mãe, avô, irmão
E segui em frente
Sem medo de ninguém
Mas aí chegou a morte
E quis barganhar minha vida
Que eu achei de muito sofrida
Quis abandoná-la
Sim, minha vida
E a morte quis me calar
O medo me domou
Tomou
De mim o que não tinha
-"Você errou" - disse ele
A morte eu não tinha
E minha coragem ela levou
E assim minha alma ficou fria
Sozinha
E os céus se fecharam
E toda poesia morreu
Abandonei a vida
Todo horizonte se perdeu
Não tinha mais o que fazer
Disseram para mim:
-"Você foi alguém que não viveu."
Mas eu lutei
E a morte assim enfrentei
Cortei o dragão
Com punhais pequenos
E suas labaredas eram grandes
Mas o futuro assim fitei
Não, não me entreguei
E na luta com eu mesmo
Me tornei eu mesmo
Não, não entreguei minha vida a esmo
E a morte foi embora
Com o seu cortejo
E estou aqui mesmo. Nestes versos errados e as vezes acertados. Uma vida que conseguiu encontrar a luz. Meus poemas são assim. As vezes sem versos, as vezes com versos. Mas se você não entende, saiba que a vida é tão desconexa quanto este poema. É imprevisível. Não é planejada. Ela é jogada ao nada, faz parte de você fazer com que ela se transforme em tudo.
E aqui eu tenho uma visão
e profeta poeta
Eu vi a poesia morrer
E a arte se desfazer
Vi canhões de laser
Invadirem a solidão do céu profundo
Vi um povo grande
Dominar um outro menor
Vias as pessoas serem jogadas
Que nem zumbis ao solo
Vi as crianças chorarem
Sem pais
E sem país
Vi o horizonte se desfazer
Nossos filhos serem escarrados
Diante de poderosos sem coração
Que transformarão este mundo
Em total alucinação
Eu vi Deus morrer na escuridão
Vi o Soberano ser morto por todos
Vi o amor ser desfazer
E a tecnologia chegar ao coração
O deixando, infelizmente
Eletrônico
Mas assim sigo a vida
Poeta, profeta, desconexo
Tentando achar nisso tudo
Algum nexo
Mas não se preocupe
Com este meu transe
Siga sua vida
Viva, transe
Vamos nos esquecer dos outros
Afinal de contas
O nosso umbigo é mais bonito não?
Eu quero um mundo sem ideologias
Quero que o pão seja dado
Sem que por trás dele haja teorias
Quem tem fome
Não tem como pensar
Ele não sabe como chegou ali
Só quer sua natureza
Saciar
Mas aqui acaba meu transe
Sem chave de ouro
Sem rima
Apenas tentando achar lógica no meu questionar
Então sonhe amiga e amigo meu
Pois o dia de amanhã ninguém sabe
E se um dia isto tudo acontecer,
Sua própria alma conseguirá encarar?
Em meu sangue a alma grita
A respeito de um passado distante
Intranquilo
Porém errante
E assim me fiz garoto
Brincando nas casas de tijolo velho
Vendo o meu leite
Sendo misturado com o álcool da insensatez
Tentei ser de bem
Mas matava insetos
Destruía passarinhos
Batia em amiguinhos
E me desviava das chuvas...
Dos pinguinhos
Minha mãe colocava o prato na mesa
E as escondidas ia chorar
Era arroz com ovo
Para mim algo difícil de gostar
Pois as porradas do meu pai
Ela tinha de suportar
Daí eu vi então aquela menininha
De olhos azuis e tranquilos
Olhava para o nada... o vazio
Eu olhava para ela querendo me completar
Ela quis se completar com o outro
Eu tinha seis anos apenas
E na escola os números me matavam
Aos poucos me encerravam
Eu tentava em vão me desviar
E depois destes dias
Sentia que a matemática iria me matar
Mas aos doze anos
Um velho me ensinou
Em Deus confiar
E depois destes dias
Eu sigo eterno a cantar
E pelas ruas viajar
Questionar
E chorar
Há mas onde estão aqueles olhos azuis?
Aquele semblante calmo e confiante
Ele me falou do fim do mundo
E do final do homem
Mas também falou do amor de Deus
Que a Ele consome
E aprendi a ter medo
Mas ter a coragem em mim
Dada pelo ser divino
Que através do racional
Me levou para glória
E aqueles olhos azuis fitavam novamente para mim
Em forma de menina mulher
Carregando o pecado consigo
Fazendo que no futuro
Eu sentisse saudade de mim
Olhos azuis
Que me fizeram esquecer da vida
Ao qual eu fugi
Deixei-a caída, sofrida
Mas eu sofri também
Cortei parte da minha vida
E até abandonei a minha alma
Que até hoje não é outra
Há mas eu queria conhecer os céus
E busquei isto nas palavras de livros
E me esquecia de tudo
Dos ovos não comidos
Dos cabelos dourados negados
Que desejava serem esquecidos
E conheci um poeta
Que me disse o que era céu e mar
Aonde ficava o A e o B
E a Deus ousei questionar
Mostrou-me também o horizonte
As nuvens distantes
Que eu nunca ousara ver
E eu olhei para cima
De verdade
Pela primeira vez para cima
Mas aí o amor chegou com asas ligeiras. Veio com um rosto sereno de mulher. Com cor parda porém branca. Pois branca era sua alma. Alva, mas também carregava o magma dos deuses. E o meu vulcão quis entrar em erupção. E assim o amor me levou para o céu.
E com rosto de mulher
Minha vida se fez
Experimentei o pecado
E nada, nada ele fez
Pelo contrário
De rosto colado
Minha solidão se desfez
E foi assim que "Colombo descobriu a América".
E meu amor se tornou forte
Além de qualquer razão
Não uni só carne
Uni alma também
Abandonei pai, mãe, avô, irmão
E segui em frente
Sem medo de ninguém
Mas aí chegou a morte
E quis barganhar minha vida
Que eu achei de muito sofrida
Quis abandoná-la
Sim, minha vida
E a morte quis me calar
O medo me domou
Tomou
De mim o que não tinha
-"Você errou" - disse ele
A morte eu não tinha
E minha coragem ela levou
E assim minha alma ficou fria
Sozinha
E os céus se fecharam
E toda poesia morreu
Abandonei a vida
Todo horizonte se perdeu
Não tinha mais o que fazer
Disseram para mim:
-"Você foi alguém que não viveu."
Mas eu lutei
E a morte assim enfrentei
Cortei o dragão
Com punhais pequenos
E suas labaredas eram grandes
Mas o futuro assim fitei
Não, não me entreguei
E na luta com eu mesmo
Me tornei eu mesmo
Não, não entreguei minha vida a esmo
E a morte foi embora
Com o seu cortejo
E estou aqui mesmo. Nestes versos errados e as vezes acertados. Uma vida que conseguiu encontrar a luz. Meus poemas são assim. As vezes sem versos, as vezes com versos. Mas se você não entende, saiba que a vida é tão desconexa quanto este poema. É imprevisível. Não é planejada. Ela é jogada ao nada, faz parte de você fazer com que ela se transforme em tudo.
E aqui eu tenho uma visão
e profeta poeta
Eu vi a poesia morrer
E a arte se desfazer
Vi canhões de laser
Invadirem a solidão do céu profundo
Vi um povo grande
Dominar um outro menor
Vias as pessoas serem jogadas
Que nem zumbis ao solo
Vi as crianças chorarem
Sem pais
E sem país
Vi o horizonte se desfazer
Nossos filhos serem escarrados
Diante de poderosos sem coração
Que transformarão este mundo
Em total alucinação
Eu vi Deus morrer na escuridão
Vi o Soberano ser morto por todos
Vi o amor ser desfazer
E a tecnologia chegar ao coração
O deixando, infelizmente
Eletrônico
Mas assim sigo a vida
Poeta, profeta, desconexo
Tentando achar nisso tudo
Algum nexo
Mas não se preocupe
Com este meu transe
Siga sua vida
Viva, transe
Vamos nos esquecer dos outros
Afinal de contas
O nosso umbigo é mais bonito não?
Eu quero um mundo sem ideologias
Quero que o pão seja dado
Sem que por trás dele haja teorias
Quem tem fome
Não tem como pensar
Ele não sabe como chegou ali
Só quer sua natureza
Saciar
Mas aqui acaba meu transe
Sem chave de ouro
Sem rima
Apenas tentando achar lógica no meu questionar
Então sonhe amiga e amigo meu
Pois o dia de amanhã ninguém sabe
E se um dia isto tudo acontecer,
Sua própria alma conseguirá encarar?
domingo, 8 de novembro de 2009
DOR
Eu escrevo apenas o que sinto
Palavras desconexas cercadas de dor
Um punhal no coração
Um tiro na alma
Uma facada com fel
Uma marca no olho
Um golpe de cruz
Um arremesso no peito
Uma batida emotiva
Uma flechada de luz
Minha dor não é simulada
Eu tento traduzi-la nas minhas canções
É dor que grita no peito
Mas não como um pássaro
E sim como uma besta sonhadora...
Palavras desconexas cercadas de dor
Um punhal no coração
Um tiro na alma
Uma facada com fel
Uma marca no olho
Um golpe de cruz
Um arremesso no peito
Uma batida emotiva
Uma flechada de luz
Minha dor não é simulada
Eu tento traduzi-la nas minhas canções
É dor que grita no peito
Mas não como um pássaro
E sim como uma besta sonhadora...
O CENTRO
E você anda na cidade
Passando pelos grandes e velhos viadutos
Olhando as pessoas que andam
Vendo os camelôs
Os mendigos
E as prostitutas
Que, haja visto, são mulheres também
Belas, bonitas em suas belezas
Em seus corpos
Os pequenos homens
Se divertem nas
Humildes fantasias
Divertidos
Em cervejas
Amendoins
E afins
O centro é diversão total!
Coxas de mulheres direitas também:
-Sexo só depois do casamento.
Para mãe
-Sexo só depois do primeiro beijo.
Para elas
O centro é diversão total!
E temos sim vários acrobatas
Distraindo os que passam
Artistas que enganam
Enquanto outros
Batem as carteiras
Tem também cantores
Cantoras, músicos mirins
E afins
O centro é diversão total!
Sucos de graviola nas esquinas
Refrescos de pó nos quarteirões
Tem também churrasco grego
Cachorro quente, Hot-Dog e Dogão
Há sim, tem também Dog Prensado
Delícia!
O centro é diversão total!
Restaurantes finos
Mas tem comida pra pobre também!
Tem pastel de um real!
Delícia!
O centro é diversão total!
Tem cinema
Que passa "movies of the hollywood"
As guerras vencidas do tio Sam
Espertinho!
Mas tem também filme erótico
Tem sim sinhô!
E tem também stripers
Hó as stripers!
Delícia!
O centro é diversão total!
Tem ônibus bão também
Joga fumaça na galera
Mas motorista é educado:
Para menina de mini-saia atravessar a rua
Sem contar que é genial:
Deixa senhora bonita descer pela frente
E passa por cima do velhinho que deu sinal
-Ora, mas isso é hora de velho saí!?
-Velho tem que marcar hora com médico dispois do horário de pico!
-Ora essa!
Que legal!
Delícia!
O centro é diversão total!
Passando pelos grandes e velhos viadutos
Olhando as pessoas que andam
Vendo os camelôs
Os mendigos
E as prostitutas
Que, haja visto, são mulheres também
Belas, bonitas em suas belezas
Em seus corpos
Os pequenos homens
Se divertem nas
Humildes fantasias
Divertidos
Em cervejas
Amendoins
E afins
O centro é diversão total!
Coxas de mulheres direitas também:
-Sexo só depois do casamento.
Para mãe
-Sexo só depois do primeiro beijo.
Para elas
O centro é diversão total!
E temos sim vários acrobatas
Distraindo os que passam
Artistas que enganam
Enquanto outros
Batem as carteiras
Tem também cantores
Cantoras, músicos mirins
E afins
O centro é diversão total!
Sucos de graviola nas esquinas
Refrescos de pó nos quarteirões
Tem também churrasco grego
Cachorro quente, Hot-Dog e Dogão
Há sim, tem também Dog Prensado
Delícia!
O centro é diversão total!
Restaurantes finos
Mas tem comida pra pobre também!
Tem pastel de um real!
Delícia!
O centro é diversão total!
Tem cinema
Que passa "movies of the hollywood"
As guerras vencidas do tio Sam
Espertinho!
Mas tem também filme erótico
Tem sim sinhô!
E tem também stripers
Hó as stripers!
Delícia!
O centro é diversão total!
Tem ônibus bão também
Joga fumaça na galera
Mas motorista é educado:
Para menina de mini-saia atravessar a rua
Sem contar que é genial:
Deixa senhora bonita descer pela frente
E passa por cima do velhinho que deu sinal
-Ora, mas isso é hora de velho saí!?
-Velho tem que marcar hora com médico dispois do horário de pico!
-Ora essa!
Que legal!
Delícia!
O centro é diversão total!
A PROFECIA
E este poema é dedicado a todos aqueles fracos que são fortes neste mundo louco. A todo este "povo-gado" que sobrevive na guerra civil do maior dominando o menor.
E assim disse o poeta profeta:
Eu vejo um povo machucado
Desnorteado do seu saber
"Inginorante" com respeito a sua força
Eu vislumbro um povo caído
Alimentando-se de água suja e pão
Rendendo-se a uma nação poderosa e destruidora
Eu vejo crianças mortas
Jogadas ao chão
Querendo de qualquer forma
Um pai
Que talvez tenha morrido
Em uma chacina em São Paulo
Eu vislumbro o caos no sol
O coração de irmãos ser escravizado
O coração de outros ser domado
Eu vejo o amor ser corrompido
Nas damas da noite da TV
Invertendo os valores da vida
Eu vislumbro mulheres grávidas
Sem ninguém
Procurando um amor
Que não existe
Mas o amor está neles
Alucinando-os
Gerando as crias da desilusão
Mas o amor é doce
Quando dele se bebe
Amargando-se apenas no final
Mas eles são livres
Em seus sonhos de riso fácil
E se alegram por pouco
Pois pouco é o que tem
Mas eu vislumbro dias de luz
O primeiro sinal será como luzes de fogo
E irá queimar todos os tubarões gigantes
Eu vejo uma luz sair deste povo
Que irá corromper o "incorruptível"
Assassinando
Destroçando
Cortando
Amargando
Surpreso?
Fazem isso com você hoje e você nem percebe?
E saiba, farão com suas filhas também
Eu sonho que a igualdade irá chegar
Mas vinda com um cavalo branco
Cheio de sangue
Pois o único preço da liberdade é o sangue
Sangue vermelho escarlate
Que corre nas veias do explorado
Que sofre de escarlatina
E o seu nervo ... desatina:
"Olhe lá meu amigo, piscinas!"
São todos tão lindos...
"Aquela loira ... ferina!"
E a sua alma patina
É como um touro
E um bêbado
Que irá morrer
Na surdina
É meu "povo-gado"...
Não é a doença que acaba com os hospitais
É a conivência, esta sim nos transforma
Em fáceis mortais
Portanto é assim que eu escrevo. Alucinado como este mundo. Aquele que tem olhos verá. Não, não os olhos de verdade que estão no crânio, mas sim os que estão no coração.
Mil vivas a esta nação desesperada
Repleta de rostos bonitos
Onde cada dia
A esperança resplandece
Em berços esplendidos
E em brados retumbantes
De corações que pulsantes
Desejam carícias distantes!
E assim disse o poeta profeta:
Eu vejo um povo machucado
Desnorteado do seu saber
"Inginorante" com respeito a sua força
Eu vislumbro um povo caído
Alimentando-se de água suja e pão
Rendendo-se a uma nação poderosa e destruidora
Eu vejo crianças mortas
Jogadas ao chão
Querendo de qualquer forma
Um pai
Que talvez tenha morrido
Em uma chacina em São Paulo
Eu vislumbro o caos no sol
O coração de irmãos ser escravizado
O coração de outros ser domado
Eu vejo o amor ser corrompido
Nas damas da noite da TV
Invertendo os valores da vida
Eu vislumbro mulheres grávidas
Sem ninguém
Procurando um amor
Que não existe
Mas o amor está neles
Alucinando-os
Gerando as crias da desilusão
Mas o amor é doce
Quando dele se bebe
Amargando-se apenas no final
Mas eles são livres
Em seus sonhos de riso fácil
E se alegram por pouco
Pois pouco é o que tem
Mas eu vislumbro dias de luz
O primeiro sinal será como luzes de fogo
E irá queimar todos os tubarões gigantes
Eu vejo uma luz sair deste povo
Que irá corromper o "incorruptível"
Assassinando
Destroçando
Cortando
Amargando
Surpreso?
Fazem isso com você hoje e você nem percebe?
E saiba, farão com suas filhas também
Eu sonho que a igualdade irá chegar
Mas vinda com um cavalo branco
Cheio de sangue
Pois o único preço da liberdade é o sangue
Sangue vermelho escarlate
Que corre nas veias do explorado
Que sofre de escarlatina
E o seu nervo ... desatina:
"Olhe lá meu amigo, piscinas!"
São todos tão lindos...
"Aquela loira ... ferina!"
E a sua alma patina
É como um touro
E um bêbado
Que irá morrer
Na surdina
É meu "povo-gado"...
Não é a doença que acaba com os hospitais
É a conivência, esta sim nos transforma
Em fáceis mortais
Portanto é assim que eu escrevo. Alucinado como este mundo. Aquele que tem olhos verá. Não, não os olhos de verdade que estão no crânio, mas sim os que estão no coração.
Mil vivas a esta nação desesperada
Repleta de rostos bonitos
Onde cada dia
A esperança resplandece
Em berços esplendidos
E em brados retumbantes
De corações que pulsantes
Desejam carícias distantes!
SEMENTE
Me desculpe se não falei de amor
É que meu amor não é direto no poema
Ele está entre as palavras
Entre as linhas
Peço desculpas se minhas palavras são afiadas
Serrilhadas
Destroçadas
É que o amor aqui demonstrado
É amor revolucionário
Não amor de quarto
Egoísta em seu próprio sofrimento
É amor expansivo para todos
Condecoro-me poeta do caos
Para colocar a desordem nos poemas
E demonstrar que esta vida é eternamente desordenada
Uma desordem lírica que se transforma em arte
Uma desordem caótica que a transforma em ordem
Me desculpe pelas palavras toscas
Pela má poesia
E pela revolta
É que eu vislumbro todo este contexto
Como uma obra prima
Algo que só é corrompido
Pela "pobreza humana"
Mas os livros são minhas escopetas
E Kafka, Morus e Morison
Minhas munições
Os meus tiros são dados com palavras
Mas não são tiros de chumbo
São tiros de "verdade" que amargam a mente
Mais do que isto
São sementes que não mentem
Não dizem somente que o céu é azul
Dizem que manchamos veementemente este céu de vermelho
E é assim
Que tão somente
Escrevo
É que meu amor não é direto no poema
Ele está entre as palavras
Entre as linhas
Peço desculpas se minhas palavras são afiadas
Serrilhadas
Destroçadas
É que o amor aqui demonstrado
É amor revolucionário
Não amor de quarto
Egoísta em seu próprio sofrimento
É amor expansivo para todos
Condecoro-me poeta do caos
Para colocar a desordem nos poemas
E demonstrar que esta vida é eternamente desordenada
Uma desordem lírica que se transforma em arte
Uma desordem caótica que a transforma em ordem
Me desculpe pelas palavras toscas
Pela má poesia
E pela revolta
É que eu vislumbro todo este contexto
Como uma obra prima
Algo que só é corrompido
Pela "pobreza humana"
Mas os livros são minhas escopetas
E Kafka, Morus e Morison
Minhas munições
Os meus tiros são dados com palavras
Mas não são tiros de chumbo
São tiros de "verdade" que amargam a mente
Mais do que isto
São sementes que não mentem
Não dizem somente que o céu é azul
Dizem que manchamos veementemente este céu de vermelho
E é assim
Que tão somente
Escrevo
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